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Microsoft enfrenta ação antitruste na China

Um regulador chinês disse nesta terça-feira (5/1) que iria abrir nova investigação antitruste com foco na Microsoft. Agora, a ação está relacionada a dados eletrônicos que o governo coletou em inquérito anterior.

Apesar das medidas recentes da Microsoft para melhorar as relações com o governo chinês, o anúncio é um lembrete dos desafios regulamentares que empresas multinacionais enfrentam no país, um dos maiores mercados de consumo e de tecnologia do mundo.

No ano passado, a Qualcomm pagou multa de US$ 975 milhões por violar a lei antimonopólio da China, e em 2014, Volkswagen e Chrysler foram multadas em um total de US$ 46 milhões por violar regras antitruste.

A movimentação agora, segundo informações do jornal The New York Times, é resultado de investigações antitruste de grandes empresas ocidentais de tecnologia feita em 2014.

Em julho do mesmo ano, cerca de cem funcionários do State Administration for Industry and Commerc (SAIC) foram até quatro escritórios da Microsoft na China para questionar executivos e analisar cópias de contratos e registros, download de dados de servidores da empresa, incluindo e-mail e outras comunicações internas.

O regulador chinês disse que estava procurando respostas para “grandes questões” que surgiram a partir dos dados, mas não forneceu mais detalhes sobre a investigação nesta terça-feira (5/1).

Analistas disseram ao jornal que as dificuldades da Microsoft na China começaram em 2014, quando a empresa decidiu acabar com o suporte e as atualizações de segurança para o Windows XP.

Com muitas empresas chinesas e escritórios do governo usam versões do antigo software da Microsoft como o XP, o movimento destaca a dependência do país na empresa norte-americana.

Em notícia sobre a investigação, a agência de notícias estatal da China Xinhua disse que a Microsoft era suspeita em 2014 de causar problemas de compatibilidade em computadores e que a empresa não informava totalmente sobre seu sistema operacional Windows e Microsoft Office. “De acordo com a lei chinesa”, disse o texto, “incompatibilidade sem aviso prévio aos clientes pode ser considerada prática anticompetitiva”.

Um porta-voz da Microsoft, que falou ao jornal The New York Times sob a condição de anonimato, disse que a empresa estava levando à “sério a conformidade com as leis da China e comprometida em abordar questões e preocupações da SAIC”.

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