Metade dos pais no Brasil conversa com filhos sobre segurança virtual

O estilo de vida digital é cada vez mais adotado por muitas famílias ao redor do mundo e, portanto, a segurança online é um tema relevante nas conversas entre pais e filhos. Uma pesquisa da AVG Online Security sobre a independência das crianças no universo digital, revelou que mais da metade (57,38%) dos pais no Brasil conversam regularmente com os seus filhos sobre suas atividades online, enquanto globalmente esse percentual é de 42%.

O estudo da AVG constatou ainda que 30,49% dos brasileiros têm conversas de tempos em tempos com seus filhos sobre o que fazem no mundo digital. Entre aqueles que não debatem muito sobre segurança online, 5,14% dos entrevistados afirmaram que simplesmente não querem; 3,72% disseram que não se sentem confortáveis; e 3,28% gostariam de fazê-lo, porém seus filhos não deixam debater o assunto.

\”Para que a internet seja um lugar mais seguro, adultos e crianças precisam ser capazes de discutir o que é ter um comportamento online apropriado e o que fazer se uma criança se envolver em uma atividade que a coloque em uma posição desconfortável. Ter conversas abertas e honestas é uma das melhores defesas contra os cibercriminosos, conteúdos inapropriados e cyberbullying”, disse Jas Dhaliwal, especialista em Segurança para Consumidor da AVG. “Até que a criança tenha uma idade, quando tanto ela quanto seus pais sintam-se suficientemente maduros para tomar decisões sobre as atividades online de maneira independente, essas conversas são vitais”.

Independência digital

Quando questionados sobre como definiriam a independência digital, 56,81% dos pais no Brasil (46% no mundo) disseram: “Quando meu filho é totalmente responsável pelo que publica e faz no mundo online, compreendendo as implicações ou consequências”. Outros 23,87% dos brasileiros (26,44% no mundo) disseram que seu filho seria considerado digitalmente independente, depois de conversar sobre os tipos de conteúdos não adequados para compartilhar ou visualizar nas plataformas digitais, além de orientá-lo sobre comportamentos corretos e inadequados no mundo digital”.

Idade para independência

Quando se trata da idade para que uma criança seja considerada digitalmente independente, a escolha mais popular entre os entrevistados no Brasil (33,90%) é 18 anos; em seguida 15 anos (13,56%) e 19 anos ou mais (12,85%). Globalmente, em segundo lugar, a idade para 13% dos pais é 19 anos; quase 1 em cada 10 entrevistados em todo o mundo, no entanto, consideraria um adolescente de 13 anos digitalmente independente. Já no Brasil, 6,5% dos entrevistados consideram 13 anos uma idade adequada. No mundo todo, 8% dos pais acreditam que menores de 12 anos podem ser digitalmente independentes, enquanto entre os brasileiros esse percentual é de 5,08%.

Dhaliwal completou: “A independência digital cria um enorme desafio para os pais hoje porque, como mostra a nossa pesquisa, simplesmente não há consenso sobre quando uma criança é considerada digitalmente independente. Embora seja muito importante ter discussões regulares sobre a segurança na navegação online, os pais também devem levar em conta as atividades nas quais o filho está envolvido (supervisionando-o ou não), e o nível emocional geral de desenvolvimento dele, pois esses fatores afetam o grau de vulnerabilidade da criança no mundo digital”.

Metodologia

A pesquisa on-line foi realizada entre os usuários AVG no segundo semestre de 2018, gerando 9.485 entrevistados globalmente e 915 no Brasil. Todos os entrevistados tinham pelo menos um filho com menos de 18 anos, morando em casa.

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