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Metade das companhias foram ameaçadas por ransomware, aponta KPMG

Mais da metade (51%) das empresas sofreram ameaças de ransomware no ano passado. Esses malwares são programas que bloqueia, o acesso a um sistema de computador até que seja pago um valor em dinheiro como resgate, usualmente em moeda virtual bitcoin. Os pedidos de pagamento deste tipo dobraram no período, em relação a 2019. É o que mostra o relatório global “O novo modelo de ransomware”, que acaba de ser divulgado pela KPMG.

Em meio ao contexto de isolamento social e trabalho remoto, que ampliou os riscos de ataques cibernéticos, o estudo aponta a utilização massiva das ferramentas de comunicação à distância. Cerca de 29% dos ciberataques ocorrem via e-mail e outros 21% por acesso remoto. Do total, 41% das ameaças estavam vinculadas a contas de softwares maliciosos.

“A expansão do trabalho remoto fez crescer as preocupações das empresas”, destaco o sócio de segurança cibernética da KPMG, Edson Honda. “A inesperada extensão das redes corporativas até as casas dos colaboradores e o intenso trânsito de dados criaram um terreno fértil para ataques virtuais dos mais variados tipos”.

Leia mais: Empresas acreditam ser data-driven quando não possuem maturidade digital

O prejuízo global causado por um ataque de ransomware, de acordo com o estudo, pode chegar a um milhão de dólares. Além dos custos tangíveis, como perda de receita enquanto os sistemas estão inoperantes, custo de remediação e indenização ou litígio do cliente, as companhias que são vítimas dessas invasões têm que lidar com custos intangíveis, como perda de reputação

“Neste momento em que muitos não podem se dar ao luxo de sofrer interrupções nos negócios, vemos um crescimento das ameaças à segurança cibernética. Com o trabalho remoto definido para continuar, é ainda mais fundamental que as organizações se protejam e protejam os funcionários e clientes de ataques”, acrescenta.

Para coibir esses ataques, a KPMG recomenda às empresas: avaliar as informações básicas, promover treinamento dos funcionários, avaliar o trabalho remoto, manter cópias de segurança e realizar, com a equipe, exercícios de simulação de respostas a ameaças.

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