O mercado global de wearables registrou salto durante o segundo trimestre de 2018, com o volume de embarques atingindo 27,9 milhões de unidades, 5,5% acima do ano anterior, de acordo com dados da IDC.
O mercado experimentou ganhos similares em valor em dólares, crescendo 8,3% em relação ao ano anterior, somando US$ 4,8 bilhões no período analisado, impulsionado pela contínua popularidade dos smartwatches.
Sob a perspectiva regional, os mercados maduros – incluindo América do Norte, Japão e Europa Ocidental – caíram 6,3% em relação ao ano anterior, uma vez que esses locais são compostos basicamente por pulseiras básicas no ano passado, que caíram substancialmente desde então e o crescimento dos smartwatches não foi o suficiente para compensar o declínio.
Enquanto isso, os mercados emergentes, inclusive Ásia/Pacífico (excluindo o Japão), Europa Central e Oriental, Oriente Médio e África e América Latina, cresceram 14% ano a ano. Isso porque as pulseiras básicas ainda estão em alta demanda (devido ao baixo preço) e os smartwatches também ganharam força.
Jitesh Ubrani, analista sênior da IDC, analisa que o declínio nos mercados maduros não é preocupante, já que eles estão em transição para os wearables mais sofisticados. “Enquanto a geração anterior de vestíveis estava focada em fornecer feedback descritivo como contagem de passos, as gerações atuais e futuras são mais inteligentes e estão bem encaminhadas para se tornarem ferramentas prescritivas”, completou.
De acordo com Ramon T. Llamas, diretor de pesquisa da equipe de Wearables da IDC, smartwatchs recém-chegados ao mercado, como Fitbit e vários fornecedores chineses, tiveram crescimento constante.
Apple
A Apple manteve sua posição no topo do mercado de wearables com o crescimento do setor e a demanda contínua por seu relógio habilitado para LTE. Isso faz dele uma adição bem-vinda a muitos canais de telecomunicações em todo o mundo. Agora que a empresa revelou o watchOS 5, a companhia começou a registrar possíveis ciclos de substituição, já que a versão mais recente da plataforma smartwatch da Apple será compatível apenas com a Série 1 e posterior.
Xiaomi
A chinesa ocupou a segunda posição e diversificou seu portfólio de produtos para incluir calçados, relógios infantis e múltiplas variantes da Mi Band, cada uma com preços na extremidade inferior do mercado. A empresa também aumentou sua notoriedade de marca na Europa e no Oriente Médio por meio do sucesso da sua linha de smartphones e outros produtos de tecnologia. Para a IDC, é apenas uma questão de tempo até que esse reconhecimento de marca leve a mais sucesso nos wearables da Xiaomi.
Fitbit
O declínio da Fitbit continuou, uma vez que a empresa dependeu amplamente das vendas de pulseiras básicas no passado e não conseguiu manter o ritmo durante o segundo trimestre. No entanto, com o lançamento do Versa, a gigante do fitness expandiu com sucesso sua base de usuários e emergiu como a segunda maior marca de smartwatch durante o trimestre, com 1,1 milhão de smartwatches embarcados. A Fitbit é também uma das poucas OEMs que continuam a visar ativamente o mercado comercial e continua a ser líder de mercado nesse espaço.
Huawei
Assim como a Xiaomi, a Huawei tem estado fortemente focada no mercado chinês, embora isso esteja mudando lentamente à medida que a empresa começa a experimentar crescimento fora do seu território. A estratégia de dual band também está valendo a pena, já que o Honor representa um pouco mais da metade de todos os wearables enviados pela Huawei.
Garmin
A empresa ampliou a liderança sobre a Samsung para manter posição como fornecedora número cinco do mundo e viu seu volume de envios de smartwatches estender sua liderança sobre seus wearables básicos. Isso reforça ainda mais o apetite crescente por wearables inteligentes em relação aos wearables básicos. Ainda assim, a empresa continua se beneficiando do sucesso da linha Vivo, voltada para fitness, e do lançamento do Approach S10, centrado no golfe.
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