Mercado de nuvem pública deve chegar a US$ 246,8 bi em 2017

O Gartner estima que o mercado mundial de serviços de nuvem pública deve chegar a US$ 246,8 bilhões em 2017, o que representa 18% de crescimento em relação ao ano passado. Segundo a consultoria, o principal aumento virá dos serviços de infraestrutura de sistemas em cloud (Infraestrutura como Serviço – IaaS), com crescimento previsto de 36,8% em 2017, alcançando US$ 34,6 bilhões. Já os serviços de aplicações em nuvem (Software como Serviço – SaaS) devem aumentar 20,1%, totalizando US$ 46,3 bilhões.

Sid Nag, diretor de pesquisas do Gartner, afirma que o mercado global de nuvem pública como um todo está entrando em um período de estabilização, com um pico de taxa de crescimento de 18% em 2017 e expectativa de queda nos próximos anos. Segundo o Gartner, até 2020, as estratégias para adoção da nuvem influenciarão mais de 50% dessas transações de terceirização.

“As empresas estão buscando estratégias por causa do valor multidimensional dos serviços em nuvem, incluindo agilidade, escalabilidade, custo-benefício, inovação e expansão dos negócios”, afirma Nag. “Embora nem todas as definições sobre terceirização resultem em migração automática para nuvem, os compradores estão dando prioridade para cloud nas suas decisões, fundamentados no impacto do tempo para percepção de valor pela velocidade de implementação.”

Espera-se um crescimento um pouco mais lento do mercado de SaaS nos próximos anos com maior maturidade das soluções de SaaS, mais especificamente daquelas para gerenciamento do capital humano (HCM) e das relações com o cliente (CRM), além de uma aceleração nas compras de aplicativos financeiros. Contudo, o SaaS continuará como o segundo maior segmento no mercado mundial de serviços em nuvem. “Com os compradores corporativos de aplicações dando prioridade para cloud, o Gartner estima que mais de 50% das novas adoções de aplicações por grandes companhias norte-americanas serão compostas por SaaS ou outras formas de soluções baseadas em nuvem. As pequenas e médias empresas estão ainda mais à frente na curva de adoção. Até 2019, mais de 30% dos investimentos em novos softwares dos 100 maiores fabricantes terão mudado de Nuvem como prioridade para apenas Nuvem”, completa Nag.

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