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Melhorias em diagnósticos médicos dependem de dados mais precisos

A coleta de dados eletrônicos é o ponto central para o futuro dos diagnósticos médicos na América. Esse cenário ficou evidente após o investimento de US$ 20 bilhões realizado pelo Governo Federal norte-americano para ampla adoção da Tecnologia da Informação no setor de saúde. Entretanto, os registros médicos eletrônicos (EMR, na sigla em inglês), usados primeiramente para coleta e acessibilidade de informações clínicas sobre a saúde e o tratamento do paciente, geralmente não fornecem dados necessários para otimizar operações de diagnósticos. Coletar esses dados será vital para a sustentabilidade do diagnóstico.
As assistências médicas precisam maximizar a qualidade, a segurança e a eficiência ao aplicar técnicas comprovadas para gerenciamento de operações e fluxo de pacientes para hospitais, assim como pacientes externos e práticas médicas. É neste sentido que os dados são necessários. O que é perdido é o tipo correto de dados para realmente entender as demandas dos pacientes. Informações do tratamento do paciente não fornecem essa avaliação. Os dados clínicos existentes não dizem, por exemplo, quem precisa de acesso para qual cuidado ou quando. Eles também não indicam o quão longo esses cuidados devem ir.
Os dados de um paciente em uma clínica de cirurgia, por exemplo, não necessariamente revelam quantos pacientes precisarão de cirurgias em menos de duas horas, oito horas ou em um período específico. Tais informações são conhecidas de forma individual apenas pelos planos de saúde, são altamente variáveis, e o mais importante: não estão disponíveis em tempo real para que sejam consultadas. Frequentemente, os dados existentes mostram se a cirurgia é eletiva ou não e podem distinguir entre eletiva, urgente ou cirurgia de emergência, mas não são precisos o suficiente para otimizar a entrega de cuidados cirúrgicos.
Além disso, uma prática de cuidado primário EMR usualmente revela quantos pacientes foram vistos no mesmo dia, mas não quantas pessoas precisam ser atendidas por um psiquiatra no mesmo dia. Em um hospital, eles não mostram quantas pessoas devem estar em um determinado serviço em um certo dia.
A distinção que precisa ser feita é entre a prática (o provisionamento dos cuidados) e a necessidade (a demanda por cuidados). Abordar essa distinção requer uma combinação de ajustes para a tecnologia e engajamentos dos médicos. Esses ajustes também podem envolver modificações nos métodos de agendamento e reserva, e os sistemas de TI podem precisar de novos campos incorporados. Os médicos precisam se engajar para fornecer dados cruciais. Essa combinação pode antecipar a classificação das necessidades do paciente.
Não se trata de saber há quanto tempo um paciente está em um leito, mas sim quando ele estará pronto para sair de lá. Muito frequentemente os leitos hospitalares estão lotados por questões erradas. Isso é recorrente pois as camas não estão disponíveis no próximo destino – seja ele o piso superior do hospital ou um centro de reabilitação. A solução não é adicionar novos leitos, e sim otimizar o uso dos existentes.
É ai que as potenciais economias são extraordinárias, porque todas as vezes que o hospital evitar adicionar uma cama, é economizado entre US$ 1 e US$ 3 milhões em custos com construções, que podem variar de acordo com o local do país, e outros US$ 250 mil economizados dos custos anuais de operação. Esses custos aumentam consideravelmente quando cuidados intensivos ou emergenciais estão envolvidos.
No passado, hospitais construíram mais leitos para acomodar clientes durante os picos de hospitalização. Entretanto, com a mudança de foco, preparar-se para os momentos de pico será inviável. Coletar e analisar os dados necessários para a otimização dos efeitos dos diagnósticos será uma ferramenta vital.

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