A perda e o roubo de tablets e smartphones no Brasil têm tirado o sono das empresas. O Brasil, de acordo com pesquisa da F-Secure, é o segundo país do mundo que mais registra incidentes do tipo, com 35% das pessoas terem passado por situações do tipo, deixando expostas informações estratégicas. O cenário traz um alerta: é preciso reforçar a proteção do ambiente corporativo.
Soluções de gestão de dispositivos móveis (Mobile Device Management – MDM) ganharam destaque no mercado depois que o tsunami de dispositivos móveis invadiu as organizações. Até 2017, o instituto de pesquisas Gartner indica que 65% das empresas vão adotar tecnologias de MDM para tornar mair seguro o acesso por meio de dispositivos às redes corporativas.
“Do ano passado para cá, companhias começaram a abrir os olhos para a importância de ter o controle de aparelhos móveis. Elas passaram a desenhar estratégias de mobilidade também contemplar o movimento de Bring Your Own Device (BYOD)”, relata Paulo Roberto Delpizzo, diretor de soluções de mobilidade da Navita, especializada em serviços gerenciados de mobilidade.
A preocupação, segundo ele, é garantir a integridade a de documentos e e-mails que circulam por meio de dispositivos. Delpizzo afirma que, por mês, os mais de cem clientes da companhia relatam 70 casos de perda e roubo e as tecnologias oferecidas pela Navita [como AirWatch e Fixmo] em segundos apagam todo o conteúdo do aparelho. “É como se o dispositivo tivesse saído de fábrica”, afirma.
Marco Boemeke, sócio da MDM Solutions, especializada em soluções de gerenciamento da mobilidade corporativa, destaca que um dos diferenciais de plataformas MDM é a possibilidade de aplicar níveis de acesso de acordo com a posição ocupada pelo usuário da empresa, como por grupos de perfis profissionais.
Outra característica importante é a praticidade e o fato de se encaixar em empresas de todos os tipos e portes. “Temos clientes com 20 usuários, por exemplo. Tablet e smartphones viraram ferramenta unânime de trabalho. Por isso, a gestão e a blindagem do ambiente é cada vez mais necessária”, assinala.
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