McAfee: estratégia de segurança passa por cloud e endpoints

O mercado de cibersegurança deve saltar de uma receita de US$ 135 bilhões em 2017 para mais de US$ 200 bilhões em 2021, de acordo com projeções da consultoria Statista. Essa cifra traduz a crescente preocupação das grandes corporações, já que as ameaças aumentam a cada dia, vêm de todas as partes e provocam cada vez mais estragos. Em meio a esse turbilhão de coisas a própria indústria tem avaliado sua forma de atuar para dar conta da variedade de ataques. No caso da McAfee, como explica o CEO Chris Young, que falou durante a abertura do MPower, evento da fabricante voltado a clientes e parceiros, em Las Vegas (EUA), a estratégia está centrada em cloud computing e endpoints, tidos, na visão da empresa, como fundamentais em uma estratégia de cibersegurança.

Young explicou que segurança de rede é importante, mas que ela por si só apenas protege o trânsito, quando endpoint ou mesmo nuvem, por conta dos sistemas que rodam nesse modelo, torna seguro aquilo que seria o alvo do ataque. “Cada vez mais será necessário trabalhar com orquestração, automação, analytics, inteligência de ameaças e gerenciamento”, pontua o CEO, que apresentou uma informação interessante: hoje, mesmo com os ataques migrando cada vez mais para plataforma de nuvem e endpoints (no futuro será ainda mais com a explosão de dispositivos), ainda é considerável a fatia de investimento em proteção via equipamentos de rede.

Outra questão essencial nesse novo mundo da segurança com vistas ao futuro é arquitetura, com um trabalho intenso em plataformas abertas para que haja uma troca de informação cada vez maior e, assim, as soluções sejam aplicadas mais rapidamente em todas as instâncias da arquitetura corporativa.

Falando especificamente de produtos, chama a atenção a aposta da McAfee em aplicar fortemente soluções como machine learning, inteligência artificial e analytics para intensificar a proteção e garantir ações mais eficientes. Um dos produtos apresentados, o Investigator, ferramenta que automatiza a investigação de incidentes, traz o que o CEO chama de reconstrução dos ataques a partir do uso de metodologias de ciência de dados, machine learning, entre outros, fazendo uso de informações locais e globais. De acordo com a fabricante, a solução permite que os analistas foquem nas ameaças mais significantes, garante mais rapidez nas investigações e, consequentemente, nas ações tomadas para cada tipo de ataque e amplia a eficiência dos centros de operações de segurança.

Já quando se fala de endpoint, a aposta da fabricante está no uso de deep learning para melhorar tomada de decisões quando há presença de algum tipo de ameaça. E para o mundo da computação em nuvem, uma das visões está em torno da nuvem híbrida, que muitos acreditam se tornará a principal arquitetura de serviços corporativos. Ainda que seja algo interessante, isso traz uma visibilidade maior para coisas antes ocultas aos olhos de delatores. Com o McAfee Cloud Workload Security, a companhia quer facilitar o gerenciamento e a proteção dessa arquitetura ao eliminar pontos cegos, levando segurança a cada rincão sem ocasionar perda de desempenho, algo que deve ser bom para o usuário final que sempre sofre quando alguma ferramenta de segurança afeta a produtividade.

*O jornalista viajou a Las Vegas a convite da McAfee

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