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Mark Zuckerberg poderia ser o novo CEO da Microsoft?

A resposta para a pergunta idiota do título é um sonoro ?NÃO!?. Mas, desde que Steve Ballmer anunciou que iria pendurar as chuteiras, o noticiário especializado internacional tem sido invadido por uma avalanche de especulações sobre o nome do possível novo presidente da Microsoft. Falou-se que o substituto poderia vir da Ford, da Ericsson, da Nokia, etc. No embalo, resolvi dar uma viajada e jogar Mark Zuckerberg nesse ventilador.

Talvez, pelo momento da gigante, até fosse uma boa. O fundador do Facebook esconde atrás do rosto de adolescente de classe média um profissional ?sangue nos olhos?. Algumas biografias retrataram diversas de suas características e formas de trabalhar. Pensando bem, seu perfil lembra bastante a postura agressiva de ida ao mercado do agora filantropo Bill Gates durante os anos 80 e 90.

Em conversas informais com executivos de alguns parceiros da fabricante (e em tom de brincadeira) volta e meia falamos sobre questões como essa e o dilema que a gigante tem a sua frente. Tenho acompanhado a MS faz um tempo – não tão de perto, confesso, mas com bastante interesse – e percebo que a companhia venceu algumas batalhas no passado recente. Contudo, ainda existe uma guerra no horizonte.

Minha tola opinião é que a empresa precisa de um líder lhe que dê novos ares. Com as transformações pela qual passou a indústria, a Microsoft adotou uma postura de seguidora de tendências. Não que isso seja ruim, mas não é também lá a coisa mais incrível do mundo. Mas, para que isso não gere uma confusão danada no futuro, deve sair de cima do muro: ou se posiciona como uma empresa geradora de tendências ou vira um hub de consolidação de mercado.

Falei do Zuckerberg no título, mas poderia ter escrito um Eric Schmidt, do Google, ali pelo simples fato de serem nomes fortes que causariam um abalo sísmico na indústria. No segundo momento, isso daria uma mensagem sobre os interesses da empresa em, de fato, se reinventar além dos discursos. Seria algo prático.

Não falo em jogar o legado fora. Aliás, o que a empresa construiu é muito grande, uma vantagem incrível no mercado frente a seus concorrentes que lhe dará tempo para fazer a transição necessária ? contanto que essa transição não demore tanto assim. Tem essa história do One Microsoft que precisa ser resolvida e isso só será resolvido se a empresa conseguir usar tudo que tem hoje como alicerce para o novo salto.

Quer um exemplo: qual é o principal produto Microsoft? Windows. Se a empresa quer ser uma provedora de serviços, dispositivos e nuvem, alguém poderia dizer por que o sistema operacional não tem uma versão cloud que faça barulho no mercado? Algo que coloque o SO em um embate direto contra o Chrome. Não é para salvar a lavoura, mas dar uma mensagem ao mercado do tipo ?estamos aqui?.

Não creio que Zuckerberg largaria a liderança do negócio que ajudou a criar. Além disso, suponho que a Microsoft, além de não ver nele um líder qualificado, não estaria disposta a bancar o estratosférico salário do executivo ?mais bem pago? dos Estados Unidos.

No final, acho que o comando da Microsoft deve ficar com o atual COO, Kevin Turner, um executivo bastante forte dentro da companhia e com perfil orientado a vendas (que talvez não seja o melhor cenário, sendo que a companhia precisaria de alguém para tocar uma frente mais forte de inovação que a posicione em vantagem frente a concorrência).

Se não for Turner, a minha segunda aposta é o CEO da Nokia, Stefan Elop. Afinal, é uma companhia comprada recentemente que tem um histórico nas fileiras da gigante de Redmond e que está alinhada a visão de serviços e dispositivos da companhia fundada por Bill Gates. O jeito é esperar para ver.

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