Marco Stefanini, CEO da consultoria brasileira que leva seu nome, aproveitou o IT Forum 2012 ? encontro realizado pela IT Mídia na Praia do Forte (BA) ? para anunciar que passa a se dedicar ao cargo de gestão mundial da Stefanini, que já conta com escritórios nos Estados Unidos, Ásia, Europa e América Latina (neste caso, para países que falam língua espanhola). Com isso, Monica Herrero, vice-presidente da empresa há cinco anos, torna-se, agora, CEO das operacionais nacionais.
Formada em matemática e com especialização em administração de empresa, Monica está na companhia há 20 anos. ?Normalmente as pessoas têm de trocar de empresas para conseguir crescer profissionalmente. Já eu cresci junto com a empresa?, disse a executiva, em entrevista ao IT Web.
O principal desafio da executiva é fazer com que as operações nacionais, que representam cerca de 60% de todo o faturamento, ajudem a marca global a atingir 1,1 bilhão de dólares de faturamento projetado para este ano. A executiva também adiantou que nos próximos dias a companhia vai anunciar a aquisição de uma empresa de software na América Latina para complementação de suas ofertas atuais. E esta não deve ser a última a ser apresentada neste ano.
?Mais recentemente, com a aquisição da Orbitall, a empresa foi dividida nesses cinco grandes mercados?, justificou Monica sobre a nova estrutura organizacional da empresa. O processo de transição foi iniciado em janeiro deste ano. ?A ideia, com isso, é utilizar o melhor de cada região em termos de expertise, com atendimento global para vários clientes. Hoje temos 40 contas internacionais, sendo algumas originadas no Brasil?, disse a CEO, citando uma pesquisa da Fundação Dom Cabral que indica a companhia como a segunda brasileira em termos de perfil transnacional. ?Ficamos atrás do grupo JBS/Friboi e à frente da Gerdau?, comemorou.
Inovação
Como parte da estratégia, além do processo de crescimento inorgânico e orgânico, a companhia acaba de anunciar um processo de inovação, baseado em três pilares: estímulo de ideias novas dentro da organização, premiando boas ideias; busca de parcerias nas universidades (desafios de buscas de novas soluções, e incentiva o empreendedorismo); e busca de startups de tecnologia, que, com boas ideias em projetos, precisem ou de um parceiro forte de estratégia ou de sócio com investimentos financeiros.
Sobre o desafio de uma mulher à frente de uma empresa global, especialmente em um setor predominantemente masculino, Mônica é direta: ?A Stefanini é uma empresa que sempre incentivou a diversidade, seja cultural, de origem, de gênero? Nunca tivemos restrição a nada e trabalhamos com meritocracia. Nosso negócio é baseado em pessoas, e este é o grande valor da empresa?, finalizou.
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