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Maioria dos universitários americanos tem acesso à internet

Três em cada quatro estudantes universitários conferem suas caixas postais todo dia e usam a Web para pesquisas de biblioteca. Os alunos com nível superior – conhecidos como os mais proliferadores de downloads de música – são muito mais hábeis na Web do que a média americana. Enquanto 59% dos americanos estão online, a porcentagem de estudantes conectados à rede é muito mais alta do que 86%.

“Os calouros universitários de 18 anos de hoje nasceram no mesmo ano em que o PC foi introduzido e cresceram com estas tecnologias”, comenta Steve Jones, autor do estudo e chefe do departamento de comunicações da Universidade de Illinois, em Chicago. “Para eles, a internet e o e-mail são tão lugares-comuns como o telefone e a televisão – e é igualmente indispensável”, conclui Jones.

Pelo fato de muitas faculdades oferecem conexões gratuitas e velozes, os universitários também são mais ativos no download de mídia, um detalhe que transformou alguns campi universitários em alvo da indústria do entretenimento. De acordo com o estudo, cerca de 60% dos estudantes baixam arquivos de música, comparado a apenas 28% da população geral.

As mensagens instantâneas, um fenômeno de popularidade entre adolescentes, também vêm ganhando força entre os estudantes universitários. Segundo a pesquisa, 26% dos estudantes utilizam mensagens instantâneas diariamente, contra 12% da população geral de internautas.

Jones revela que sua maior surpresa foi a descoberta de que os estudantes também usam a internet tão frequentemente para fins acadêmicos. Ele analisa que a rede mudou radicalmente o modo como os universitários interagem com seus professores e colegas, graças às recursos como listas de e-mail, o próprio correio eletrônico e os Websites.

“Ouvimos muito sobre estudantes universitários baixando música, mas constatamos que eles usam a internet tanto quanto ou mais para fins acadêmicos”, declara Jones. Para ele, o mundo dos negócios poderia tirar uma lição do estudo. A conclusão é que depois da graduação, os estudantes provavelmente procurarão a mesma internet de alta qualidade e velocidade que eles tinham no campus. “As empresas que oferecem banda larga irão perder muito se não focarem neste mercado,” finaliza.

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