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Maioria dos executivos ainda prefere planilhas para análise dos negócios

Apesar de haver diversas plataformas inteligentes e conectadas para auxiliar as empresas na tomada de decisões, a maioria das organizações ainda prefere as tradicionais planilhas.

Uma pesquisa realizada pela Deloitte com 1.048 executivos constatou que os negócios não são maduros quando se trata de análises. De acordo com os resultados, 62% continuam confiando em planilhas para os seus insights. O relatório ainda afirma que 76% dos entrevistados relatam que sua maturidade analítica aumentou no ano passado, mas a maioria segue utilizando ferramentas tradicionais, como planilhas eletrônicas (62%) e programas de business intelligence (58%).

“As tradicionais ferramentas de trabalho do universo de análise de dados – planilhas como o Microsoft Excel e ferramentas de business intelligence, como Microsoft Power BI ou IBM Cognos – são as ferramentas mais usadas”, revela a equipe da Deloitte. Apesar disso, existem algumas ferramentas mais avançadas presentes nas empresas: 67% também usam pelo menos uma plataforma avançada, como SAS, uma ferramenta de código aberto como R, uma linguagem de programação como Python ou uma solução de inteligência artificial.

Para os especialistas, a inteligência artificial é a grande aposta para a substituição das planilhas. Segundo a pesquisa, 46% dos executivos entendem a IA como uma iniciativa importante para os próximos anos. No entanto, a ampla adoção da tecnologia ainda deve levar algum tempo, já que 67% dos participantes não se sentem à vontade para acessar ou usar dados das ferramentas e recursos existentes nas suas organizações. “A proporção é significativa mesmo em empresas com fortes culturas orientadas a dados, onde 37% dos entrevistados ainda expressam desconforto. Isso aponta para uma grande oportunidade para as empresas fornecerem mais educação e melhorarem a experiência do usuário se quiserem que todos os funcionários usem insights no seu trabalho”, defende a Deloitte.

Como forma de superar essas dificuldades, os pesquisadores aconselham que sejam criados programas de treinamento para ajudar os líderes de negócios a trabalhar fora de suas zoas de conforto. Os autores do estudo também recomendam a expansão de ferramentas para ajudar a “incorporar insights de dados estruturados e não estruturados e implementar um sistema mestre único de análise em toda a organização. Um painel que tenha uma visão holística em todas as áreas da empresa é simples para os funcionários apresentar informações, tomar decisões e agir sobre os dados.”

Os pesquisadores afirmam ainda que a análise de dados deve ser entendida como uma necessidade comum a todos. É hora de “eliminar a ideia de que apenas matemáticos altamente capacitados ou cientistas de dados são os únicos responsáveis ​​pela análise dos negócios.”

 

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