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Magneti Marelli previu colapso e investiu em e-mail

Quanto tempo os funcionário de sua empresa conseguem ficar sem o serviço de correio eletrônico? Mesmo não sendo a aplicação de missão mais crítica no ambiente corporativo, a ferramenta tornou-se crucial no dia-a-dia. A fabricante de componentes automotivos do grupo Fiat, Magneti Marelli, quase viveu na pele os problemas que um colapso de seus sistemas de e-mail poderiam causar.

A elevada demanda de comunicação com clientes, fornecedores e entre as suas unidades fabris começou a “pregar peças” à área de TI da companhia em meados de 2006. O volume de mensagens trocadas pelos 2,3 mil usuários do serviço passou a ocasionar paradas frequentes do serviço. A companhia utilizava o Exchange 5.5 e, na época, a Microsoft sinalizava a descontinuidade da versão. “Ficamos com receio de que aquilo pudesse acabar em um crash e não teríamos mais contingência ou suporte”, sintetiza Marcos Tadeu Rolim de Goes, CIO da Magneti Marelli.

A preocupação do executivo quase se transformou em pesadelo em duas ocasiões. “Uma quarta-feira à tarde o sistema parou, retornando apenas na segunda-feira”, revela o CIO, que sintetiza: “Foi o caos”. A segunda situação, menos crítica, ocorreu numa sexta-feira pela manhã, com o sistema se restabelecendo nas 24 horas seguintes. “Tivemos problemas na base de todas as mensagens. Fizemos backup e o disco travou. Perdemos acesso às mensagens armazenadas”. Foi o momento do basta.

Goes entrou em contato com a matriz da companhia, na Itália, que apontou que uma solução corporativa seria adotada em breve. O executivo explicou que o estágio de saturação no qual se encontrava a plataforma na unidade brasileira exigia urgência e a sede da Magneti Marelli suportou a decisão da subsidiária em antecipar a migração. O comando local também respaldou a posição. A partir daí, o projeto foi inserido no orçamento de TI.

A fabricante começou um estudo para viabilizar a mudança no segundo semestre de 2006. Em abril do ano seguinte, o projeto de atualização tecnológica foi iniciado e, três meses depois, a solução já estava operando. A arquitetura do novo correio eletrônico era estruturada sobre os alicerces do custo, tecnologia, suporte, possibilidade de expansão e reconhecimento do fornecedor por parte do grupo. “Fomos ao mercado ver as soluções que poderíamos absorver”, recorda o executivo, dizendo que entre as propostas analisadas: uma não atendia as exigências; outra atendia, mas era muito cara; outra era muito barata, o que deixou a empresa receosa quanto ao potencial da solução. Nisto, quatro propostas foram analisadas e o fornecedor que se encaixou foi a HP.

Hora de migrar

A solução incluiu software, hardware e infraestrutura. Os data centers da Magneti Marelli em Mauá (SP) e Hortolândia (SP) passaram por analise em busca de potenciais otimizações. O pacote contratado contemplou, ainda, dois anos de serviço. O projeto conduzido pela HP atualizou a plataforma de correio eletrônico, migrando para o Exchange 2003; integrou o ambiente com a matriz da companhia, na Itália; forneceu servidores blade ProLiant, consolidando a estrutura física em máquinas virtuais; forneceu hardware para armazenagem e backup dos sistemas e mensagens. “Passamos de 500 Gb para 3,5 TB de armazenamento”, contabiliza o CIO.

A solução envolveu redesenho da árvore de diretórios, culminando em uma nova estrutura, batizada de Active Directory; novas tecnologias de armazenamento, biblioteca de discos MSL e infraestrutura SAN. O ambiente em lâmina proporcionou mecanismos redundantes que ampliaram a robustez da arquitetura. A virtualização permitiu criar instâncias de servidores para suportar demandas ocasionais. Com isto, a empresa atendeu a sua demanda e ainda preparou o terreno para ter condições de lidar com o crescimento no futuro.

Nos meses nos quais o projeto evoluía, a Magneti Marelli foi se adequando à nova infraestrutura, a partir de padrões e condutas. “Quando estávamos na reta final, prontos para fazer a migração, todo mundo quase entrou em colapso”, recorda o executivo, avaliando o nível de expectativa para entrada da nova tecnologia em operação. A HP contribuiu para o alinhamento do processo de mudança, o que ajudou para que a substituição ocorresse praticamente sem nenhum trauma. A transferência das informações para a versão 2003 levou dois dias e foi feita em um final de semana prolongado. “Começamos na sexta à noite e concluímos segunda ao meio-dia”, diz.

A solução consumiu R$ 3,4 milhões. Quatro pessoas da equipe de Goes e três profissionais do fornecedor de TI tocaram o projeto. O CIO não montou um pay back, mas afirma que o retorno sobre investimento (ROI) já ocorreu. “Imaginava uma morte súbita dos nossos servidores”, pondera. No novo ambiente, a empresa vem se dando bem, principalmente, devido ao suporte fornecido pela provedora. Goes conta que, recentemente, foi verificado uma anomalia no servidor de correio. “Apontamos o problema para a HP e a solução veio em duas horas”, conta.

Por fim, o projeto na subsidiária brasileira serviu como benchmarking de migração para todas as unidades mundiais da Magneti Marelli e a matriz italiana seguirá o mesmo rumo em breve.

Desafio: servidor de e-mail trabalhando no limite, ocasionando paradas no serviço

Solução: atualização da base tecnológica com reestruturação da infaestrutura

Resultado: unidade brasileira serviu com benchmarking da operação global do grupo para substituição dos servidores de correio eletrônico

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