A prestadora de serviços de TI Locaweb anunciou o que ela classifica como a segunda geração de ofertas baseadas em cloud computing (computação em nuvem). A solução, batizada de Cloud Server Pro, prevê a adoção de infraestrutura como serviço e permite que o próprio usuário contrate, sob demanda, a capacidade de armazenamento, processamento e transferência de dados.
De acordo com o CEO da Locaweb, Gilberto Mautner, a primeira versão de cloud oferecida pela companhia foi pensada dentro de um contexto para resolver ineficiências dos data centers comuns, antes da disseminação do conceito virtualização. “A segunda etapa, iniciada agora, é proporcionar a oferta de serviços que só são possíveis com a computação em nuvem”, explica Mautner.
Entre as novidades citadas pelo CEO está a oferta de uma rede local virtual (VLAN), caso o cliente possua mais de um servidor na nuvem da companhia; um serviço de “snapshot”, no qual o usuário pode restaurar um servidor a um ponto salvo anteriormente; e um firewall pré-configurado, mas com regras personalizáveis.
O foco inicial do serviço são pequenas e médias empresas, além de desenvolvedores de sites e prestadores de serviço autônomos. Para atender a esses dois últimos públicos, a Locaweb criou o Plesk 9.5. Este último permite que o desenvolvedor utilize o servidor na nuvem para revenda de hospedagem e gerenciamento de domínios.
Outro alvo da empresa são companhias que pretendem criar suas próprias soluções de software como serviço, contratando infraestrutura na nuvem da Locaweb para viabilizar a oferta ao consumidor final.
Eu sua versão mais básica, o serviço Cloud Server Pro custa 129 reais por mês, valor que pode variar de acordo com a personalização do pacote. Dependendo da capacidade escolhida e das licenças contratadas, a oferta na modalidade pode chegar a valores próximos de 15 mil reais.
Quanto ao modelo de cobrança por uso, que é uma das principais características do modelo de cloud computing, o gerente de computação em nuvem da Locaweb, Rafael Rosa, informa que a empresa já estuda a possibilidade de cobrar por hora de uso.
Segundo Mautner, outra oferta que está no radar da empresa é a de virtualização de desktops, por meio da infraestrutura na nuvem.
A empresa não fará nenhuma ação específica para a migração de clientes da primeira versão da nuvem da companhia, mas o CEO acredita que o movimento ocorra naturalmente de acordo com suas eventuais necessidades tecnológicas.
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