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Lidera quem inova, dispara Mercadante

O Brasil ocupa a sétima posição entre as maiores economias do mundo (com possibilidades claras de escalar esse ranking em breve). Contudo, investe apenas algo como 1,2% de seu produto interno bruto (PIB) em Pesquisa & Desenvolvimento. ?Lidera quem inova?, dispara Aloizio Mercadante, ministro da Ciência e Tecnologia, que pleiteia incluir o termo ?inovação? na nomenclatura de sua pasta.

Em evento para empresários, na segunda-feira (27/06), em São Paulo (SP), o político comentou que o setor privado tem investido pouco para inovar. ?Está muito aquém?, resume. Em sua visão, os números alocados pelo setor público em P&D figuram dentro de padrões internacionais. Investimos pouco por várias razões. O ministro diz que, para o País avançar precisará investir em pesquisa, aprimorar pesquisa, criar produtos, melhorar processos e submeter patentes. ?Não podemos mais ter uma cultura passiva mediante a inovação?, estabelece.

O País viveu economia pulsante até 1980. Depois de uma crise econômica de alguns anos, retoma crescimento por medidas de controle da inflação, aceleração no consumo do mercado interno, ampliação de crédito e expansão demográfica da população economicamente ativa. ?Temos que aproveitar esse cenário para dar um salto qualitativo?, diz o político classificando o setor de tecnologia e telecomunicação como decisivo para economia contemporânea.

?Podemos virar uma economia prisioneira de commodities. A preocupação é se acomodar com a descoberta do Pré-sal?, alerta. Mercadante, que acredita na importância de usar os royalties gerados por esses segmentos para desenvolver uma economia de ponta. ?Tem que usar as riquezas para que sejam estrategicamente orientadas. Inovação precisa ser olhada como prioridade estratégica?, repete.

Temos que aproveitar o vigor do mercado e o potencial de crescimento do setor e mudar a política industrial. ?Precisamos preparar nossa economia para a sociedade do conhecimento?, sintetiza, ressaltando que há déficit de formação de recursos humanos. A ideia é sanar essa questão com uma série de programas de educação e fomento a cursos de ciências exatas a serem lançadas pelo governo em um futuro breve.

Recentemente, alguns passos nessa direção foram dados. Primeiro movimento relaciona-se aos tablets, que teve redução de imposto vinculada a utilização de componentes nacionais na produção local. O ministro sinaliza querer estender os mesmos benefícios para celulares, telas e televisores. ?Com isso, temos chance da dar um salto e atrair uma fábrica de semicondutores?, comenta o Mercadante, repetindo o sonho histórico dos governantes brasileiros de manufaturarem microchips.

O foco cai ainda no fomento de software e games que, segundo ele, são setores que empregam muita mão de obra, a criação de fundos setoriais e centros de excelência, bem como uma política para popularizar ciência e tecnologia. Mercadante também ressaltou a importância de aprimorar marcos regulatórios de TI e telecom.

 

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