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Kindle Fire: erros e acertos do “tablet”

O Kindle Fire é o gadget mais desejado desse final de ano. Não há dúvidas de que a Amazon está com outro vencedor nas mãos. Seu preço, de US$ 199 nos Estados Unidos, está bem abaixo do valor do iPad 2, que custa a partir de US$ 499, também nos Estados Unidos Mas com esperado, muitos recursos referentes à potência e habilidades estão ausentes. Parece também que a Amazon deixou de lado a elegância quando a interface de usuário e o hardware foram projetados.

 

O especialista em utilização Jakob Nielsen testou o Kindle Fire e descobriu falhas em várias áreas. Para deixar claro, este não é um blogueiro qualquer analisando o gadget, suas credenciais e links para críticas dos seus trabalhos podem ser visualizados na página “Sobre”.

 

O grande problema parece ser o tamanho. Com 7 polegadas, o dispositivo não funciona bem com sites normais ou sites móveis. O iPad e outros tablets de 10 polegadas permitem a fácil navegação em sites normais com seus dedos. É possível fazer o mesmo com telefones que têm 4 polegadas ou telas ainda menores, caso o site seja projetado para usuários móveis.

 

Mas com 7 polegadas, é difícil navegar em sites normais ou entrar os dados com os dedos. O Kindle faz o seu melhor quando o servidor entrega a página móvel, e  o usuário pode controlar sua escolha por meio das configurações do Fire. O problema é que as páginas móveis não são tão completas quanto as páginas normais. Assim, o usuário deve escolher entre a difícil navegação com links e caixas que são muito pequenas ou um site móvel cortado.

Talvez, seja mais interessante comprar um Kindle normal se você tem interesse primário em e-books ou gastar mais US$ 300 em um iPad para conseguir uma verdadeira experiência com tablet. Ou, você pode deixar tudo de lado e gastar US$199 em algo que é muito bom em sua categoria e não uma experiência comprometida.

Um analista da J.P. Morgan acredita que o Fire não roubará as vendas do iPad, em vez disso, ajudará as vendas. Sua lógica é que o aparelho aguçará o apetite para uma melhor experiência com um tablet. Essa análise se funde com o estudo de utilização de Nielsen. Uma pessoa que originalmente não considerou gastar US$ 499 em um dispositivo, pode resolver fazê-lo após usar o Fire e conseguir apenas um vislumbre do que um tablet pode fazer.

Isso não significa que o Fire não possui um mercado. Ele tem, mas a pessoa que o compra e espera ter uma experiência parecida com a do iPad, sairá desapontado.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

 

 

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