A Kaspersky Lab divulgou, na segunda-feira (28/05), a descoberta de uma nova ciberarma, chamada de Flame. De acordo com a companhia, as pesquisas sobre a nova ameaça continuam. Por enquanto, o que se sabe é que este malware é composto por vários módulos e vários megabytes de códigos executáveis – o que o faz cerca de 20 vezes maior do que o Stuxnet. A identificação foi feita para o International Telecommunication Union (ITU).
Detectado como Worm.Win32.Flame, ele foi projetado para realizar espionagem virtual e pode roubar informações valiosas, como conteúdos de um computador, informações em sistemas específicos, arquivos armazenados, dados de contatos, até mesmo conversas em áudio.
A Kaspersky explicou, em nota oficial, que a pesquisa foi iniciada depois de uma série de incidentes com outro malware destrutivo, e ainda desconhecido,– apelidado de Wiper – e que é responsável por apagar dados de um grande número de computadores na região da Ásia Ocidental.
Resultados iniciais apontam queo malware é disseminado há mais de dois anos, desde meados de março de 2010.
Espionagem
Apesar de não ser igual ao Stuxnet e o Duqu, a geografia dos ataques, o uso de vulnerabilidades em softwares específicos e o fato de que só computadores selecionados serem atacados indicam que o Flame pertence à mesma categoria de super-ciberarmas.
A empresa afirmou que o objetivo principal parece ser a ciberespionagem, roubando informações das máquinas infectadas. Os dados então são enviados para uma rede de servidores de comando e controle localizados em diferentes partes do mundo. O exato vetor da infecção ainda não foi revelado. Porém a Kaspersky já sabe que o Flame tem a capacidade de se replicar numa rede local usando vários métodos, incluindo os mesmos métodos utilizados pelo Stuxnet, explorando vulnerabilidades no serviço de impressão e de dispositivos USB.
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