A Microsoft tentará negociar diretamente com os acionistas do Yahoo, segundo o jornal Financial Times, temendo que o Conselho do Yahoo rejeite sua proposta de US$ 44,6 bilhões, ou US$ 31 por ação.
De acordo com um fonte familiar ao assunto, o Yahoo tente a recusar oficialmente a oferta da Microsoft nesta segunda-feira (11/02).
Aparentemente, essas são as primeiras jogadas de uma negociação que avaliará o valor real do Yahoo e quanto a Microsoft pagará para ter o seu controle.
O Conselho do Yahoo se reuniu pela primeira vez na sexta-feira (08/02) e decidiu que a oferta da Microsoft subestima o valor da companhia, afirmou a mesma fonte.
O Yahoo deve enviar uma resposta à Microsoft comunicando sua posição, além de alertar para o fato de que qualquer oferta poderá ser derrubada pelos reguladores.
O Yahoo definitivamente deve recusar qualquer proposta inferior a 40 dólares por ação. Isso aumentaria o valor total da compra em US$ 12 bilhões. A Microsoft viu o valor de suas próprias ações caírem 12% desde que oficializou a oferta de compra do Yahoo.
A Microsoft queria pagar US$ 43 por ação no ano passado, quando o Yahoo estava avaliado em US$ 28 por ação, segundo uma fonte próxima às negociações. Antes da oferta da Microsoft, o valor da ação do Yahoo era de US$ 19.
A recusa do Yahoo pode sinalizar uma longa batalha pela companhia. A Microsoft pode entrar com uma procuração para contestar a decisão na tentativa de provocar uma troca do Conselho do Yahoo, que terá reunião anual em junho.
Steve Ballmer, CEO da Microsoft, já expressou a determinação de sua empresa em não aceitar um não como resposta. Na carta em que comunicou a oferta, Ballmer disse que a Microsoft “tem o direito de recorrer em todas as etapas necessárias.”
A Microsoft tem uma equipe de conselheiros pronta para qualquer batalha. Esse time inclui Alan Miller, da Innisfree, empresa de solicitação de procurações, e Joele Frank, especialista em relações públicas da New York M&A, assim como conselheiros financeiros do Blackstone Group e do Morgan Stanley. O Yahoo conta com a orientação de Dan Burch, da MacKenzie Partners, uma empresa de procurações que poderia intermediar os acionistas e tentar direcionar seus votos a favor do Conselho atual.
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