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Jogos Olímpicos: impacto na rede de TI será 2,5 vezes maior que em 2008

Com as competições dos jogos Olímpicos de Londres, que ocorrem até 12 de agosto, as redes corporativas, e seus administradores, devem sofrer: pesquisa divulgada pela Blue Coat pontua que para assistir vídeos, usuários podem consumir de 30% a 60% a mais da banda disponível. Supondo que a audiência dos vídeos online permaneça à verificada nos jogos de Pequim, o impacto nas redes é mais que 2,5 vezes superior ao de 2008.

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Isso se deve especialmente à disponibilidade maior de vídeos na web, algo que ainda não era tão forte nas versões anteriores do evento. Conforme a pesquisa, apenas um colaborador da empresa pode consumir até 30% de uma conexão T1 (1.5 Mbps) ou 25% de uma conexão E1 (2.048 Mbps).

Serão mais de cinco mil horas de competições, que serão transmitidas em vídeo ao vivo e on-demand pela web. A companhia explica que o tráfego é agrupado em categorias únicas – web ou HTTP – o que torna difícil separar o tráfego de aplicações e conteúdos críticos para o funcionamento da empresa do tráfego dos conteúdos de lazer.

Em Pequim, nas Olimpíadas de 2008, o tamanho padrão de um vídeo era de 200 Kbps – que agora aumentou para 500 Kbps. No período, o Youtube registrou 21 milhões de acessos, provenientes de todo o mundo. Agora, tendo em conta o aumento de uso dos vídeos, as visualizações devem chegar a 740 milhões, mundialmente. No Brasil, esse crescimento também deve ser exponencial, com acessos provenientes de diversos dispositivos móveis.

Em 2008, durante as Olimpíadas de Pequim, somente nos Estados Unidos torcedores assistiram 75,5 milhões de vídeos, o equivalente a 844 terabytes. Isso representa duas vezes o volume de uma biblioteca digital reunindo todos os livros já escritos em todas as línguas. Durante as Olimpíadas de 2012, as visualizações de vídeos on-line devem aumentar para 287,8 milhões, representando 7.9 petabytes, o equivalente a quase dois milhões de DVDs (1.975M).

Como resultado, a companhia estima mais tempo dos profissionais de TI dedicado a atender possíveis problemas e queda na produtividade, já que os funcionários levarão mais tempo para finalizar as tarefas que dependem das aplicações de rede, que ficarão mais lentas.

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