Itaú Unibanco quer 50% de sua plataforma na nuvem até o fim do ano

Os planos de migração para a nuvem do Itaú Unibanco continuam a pleno vapor. Segundo Ricardo Guerra, CIO da instituição, o banco projeta que entre “45% e 50%” dos seus sistemas já estejam migrados para a nuvem até o final de 2022. Hoje, o banco tem cerca de “30% do total” de sua plataforma na nuvem.

“Isso deve significar uns 70% a 80% do valor a ser capturado. Ou seja: 70% a 80% de tudo que eu preciso migrar para atingir os objetivos de gerar valor ao cliente e de ter uma plataforma mais veloz”, disse o CIO durante uma rodada de perguntas e respostas com a imprensa no AWS Summit São Paulo, evento iniciado nesta quarta-feira (03).

Mesmo atingindo a marca de metade de seus sistemas na nuvem, a jornada de migração do Itaú Unibanco ainda continuará em 2023, antecipou Guerra. De acordo com ele, é “inevitável” que o banco migre até 70% do total de sua plataforma para atingir seus objetivos de flexibilidade e inovação.

Uma migração total, no entanto, é descartada. “O problema que a gente quer resolver é trazer melhores soluções para os clientes. Nesse sentido, não são todas as plataformas que eu preciso ligar [na nuvem]”, explicou Guerra. “O sucesso dessa jornada não é igual à 100%. Eu tenho uma série de plataformas que são comoditizadas – se elas estão rodando com performance, qualidade e custo adequados, não tem porque mexer”, narrou o CIO.

A jornada de migração do Itaú Unibanco para a nuvem teve início há cerca de dois anos. O processo envolve a ida de dados do Centro Tecnológico Mogi Mirim (CTMM), data center do Itaú Unibanco, para a nuvem AWS. Com a estratégia, o banco busca ampliar sua “capacidade de inovar”, além de ter uma plataforma mais rápida para poder “criar soluções de maior valor para os clientes” – conforme explicou Guerra.

Nesse processo de migração, completou o CIO, o grande desafio que o banco tem enfrentado não é a ida para nuvem em si, mas o “redesenho” de estruturas que é necessário para que ela aconteça. Isso porque, para que a migração ocorra, uma “coexistência” entre as arquiteturas nova e antiga deve existir – e em um modelo que não gere interrupções aos serviços do banco.

“A grande dificuldade da migração é ‘rearquiterar’ nossa plataforma, não ir para a nuvem”, detalhou Ricardo Guerra. “Toda dificuldade está em reescrever o banco – de fato, construir um Itaú Unibanco diferente do ponto de vista de arquitetura tecnológica. Enquanto fazemos isso, optamos que essa nova arquitetura morasse em uma nuvem pública, na AWS”.

Os 30% do total da plataforma Itaú Unibanco já migrados para AWS inclui diversos dos produtos da empresa – cartões, investimentos e conta corrente estão nessa lista. “Não tem ninguém parado”, explicou o CIO. Os projetos de migração, no entanto, acontecem em diferentes velocidades: alguns já migraram a maior parte de suas operações para a nuvem, enquanto alguns ainda estão no começo da jornada.

“A gente migrou aqueles que são mais importantes para o cliente e geram mais valor para o cliente”, pontuou. “Na média, temos 30%”.

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