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IoT: Como a tecnologia está permitindo a Quarta Revolução Industrial

Depois da implementação de máquinas na força de trabalho durante a Revolução Industrial no século XVIII, o início da produção em série no começo do século XX e da automação da produção ao final do mesmo século, agora vivemos a era da Indústria 4.0, considerada a quarta revolução. Trata-se da implementação da chamada Internet das Coisas nas indústrias, ou seja, o uso de dispositivos inteligentes capazes de se comunicarem entre eles e com as pessoas para o desenvolvimento do setor.

Quando cito Indústria 4.0, estou falando da Internet das Coisas aplicada ao processo de fabricação, de forma a possibilitar que as “máquinas” se falem, otimizando assim o processo produtivo, que passa a depender menos de pessoas – inclusive no que diz respeito à manutenção – já que as máquinas “sinalizam”, por meio de dados, que uma manutenção será necessária. Este uso é definido pelo mercado como “Manutenção Preditiva”, que se trata da análise de dados históricos e utilização de técnicas estatísticas para prever quando acontecerão possíveis falhas nos sistemas, permitindo que a manutenção seja realizada imediatamente antes, evitando gastos desnecessários e pausas na produção ou no uso desses aparelhos.

O conceito de “Indústria 4.0” tem evoluido e já pode ser percebido no nosso dia-a-dia. Podemos usar exemplos simples, como uma raquete de tênis que, conectada a um smartphone, é capaz de gerar dados sobre as jogadas de um atleta ou opções ainda mais comuns, como o controle da luz e som de aparelhos de uma casa com um toque no celular, ou ainda veículos que avisem o motorista sobre a hora certa para revisão de cada peça. Além de possibilitar o ganho de tempo e economia de dinheiro na vida das pessoas, a implementação da internet nas coisas agrega valor aos produtos das indústrias, permitindo assim um aumento do preço e da margem de lucro dessas empresas. O mais interessante é que a indústria percebeu que o cliente tem buscado este valor agregado e está disposto a pagar por ele. Neste momento, é isto que tem diferenciado um produto do outro.

Internet das Coisas será o maior mercado de tecnologia até 2020. Já somos mais de 2 bilhões de internautas no mundo, gerando 40% mais dados por ano, podendo chegar a 40 trilhões de Gb e 50 bilhões de dispositivos conectados até 2020.

Tudo isso trabalha para a evolução dos produtos industrializados e para a própria indústria no mundo todo. Alemanha é o país que se destaca na liderança de pesquisas e implementação desses processos nas empresas, seguida pelos Estados Unidos. O Brasil ainda engatinha na área de ”Internet das Coisas”, entre outras razões, pelo fato de a mão de obra humana ainda ser barata por aqui, o que faz com que investimentos nessa área não se tornem prioridade para muitas empresas. Mas, também por aqui, já temos acesso e até mesmo companhias especializadas na implementação dessa tecnologia do futuro. É hora das empresas abrirem seus olhos para a nova transformação industrial que já começou.

*Ivan Silva é diretor de pré-vendas da Software AG.

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