Investimento em IoT será marco na economia nacional, diz MCTIC

A união de forças entre o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) resultou na criação do estudo Internet das Coisas: um plano de ação para o Brasil, conduzido pelo consórcio formado por McKinsey,Fundação CPqD e Pereira Neto Macedo Advogados.

O documento irá apoiar o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT) e representa passo importante para o setor. “Esse investimento em IoT será um marco na economia nacional, comparável ao processo de privatizações ocorrido na década de 1990”, disse o secretário de Política de Informática do MCTIC, Maximiliano Martinhão (foto), em apresentação ontem (3/10), no Futurecom 2017, evento que teve início na segunda-feira (2/10) e se estende até quinta-feira (5/10).

O estudo, que visa o diagnóstico e a proposição de um plano de ação estratégico para o País em Internet das Coisas, teve impacto em 43% das metas nos objetivos de desenvolvimento sustentável, contempladas pelo plano de ação para IoT no Brasil.

“A IoT é uma oportunidade única para o nosso País, e o Brasil está preparado para capturar todo o seu valor. O estudo aponta que o benefício esperado para o País poderá chegar a US$ 200 bilhões por ano em 2025. Isso representa 10% do nosso PIB atual”, destacou Martinhão.

Segundo o diretor de Planejamento, Pesquisa e Tecnologia da Informação do BNDES, Carlos Da Costa, que representou a instituição no lançamento, as ações irão ampliar a competitividade da economia brasileira no cenário global, apoiadas em novos talentos.

“O estudo vai expressar uma visão de País que não está satisfeito com o crescimento da economia de apenas 2% e quer alcançar 5%”, disse. “Este certamente é um dos maiores projetos da história do BNDES.”

Impactos da IoT

Em sua avaliação, todas as tecnologias vão contribuir fundamentalmente para a transformação em quatro frentes até 2025. Na Saúde, o impacto será entre US$ 5 bilhões a US$ 39 bilhões; na Indústria, de US$ 11 bilhões a US$ 45 bilhões; na área Rural, de US$ 5 bilhões a US$ 21 bilhões; e nas cidades, de US$ 13 bilhões a US$ 27 bilhões.

O estudo contempla mais de 70 iniciativas para inovação, capital humano, ambiente regulatório e conectividade e irá guiar as políticas públicas e ações para IoT entre 2018 e 2022. “É hora de materializar e entregar à sociedade os resultados do estudo”, disse Da Costa.

Entre as propostas do estudo estão o apoio a projetos pilotos de iniciativas como “Hospital 4.0”, que reduzem filas de atendimento, custos de operação e infecção hospitalar, entre outros indicadores. Na área rural, destaque para as iniciativas como a “Fazenda Tropical 4.0”, que aumentam a produtividade e a qualidade da produção rural brasileira com o uso de dados, que, por exemplo, ajudam a monitorar com precisão os ativos biológicos.

Na área de indústria, a implementação de IoT nas pequenas e médias empresas permite aumentar a produtividade da manufatura local por meio de processos fabris mais eficientes e flexíveis, de integração das cadeias produtivas, e do desenho de produtos e modelos de negócios de maior valor agregado.

A primeira fase dos trabalhos, concluída em março, foi de diagnóstico, para obter uma visão geral do impacto da IoT no Brasil, entender as competências nacionais de tecnologia da informação e comunicação e definir as aspirações iniciais para IoT no País.

A segunda, de seleção e priorização das temáticas verticais e horizontais, terminou em maio. Em setembro, foi finalizada a terceira e última fase dos trabalhos, que resultou na elaboração da visão e do plano de ação para o período de 2018 a 2022. A quarta e última etapa, de suporte à implementação, é voltada à elaboração e implantação do Plano de Ação.

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