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Internet das Coisas precisa de um Steve Jobs para simplificar os processos

Embora muitos projetos tenham saído do papel e diversas cidades estão em busca do título de localidade digital ou inteligente, a verdade é que pensar em internet das coisas (IoT) não é tão simples assim, se pensar do lado do consumidor residencial, então, mesmo com o advento dos dispositivos vestíveis, os processos ainda estão longe de ser simples. E essa complexidade levou o fundador da Airwatch, Alan Dabbiere, a cravar a necessidade de um líder que traga essa simplicidade necessária como o iPhone trouxe em 2007 para o mundo dos smartphones.

“Precisamos de um Steve Jobs da internet das coisas para consumidores, os processos não estão simples o bastante como aconteceu quando o iPhone chegou ao mercado pela primeira vez e tornou os processos de smartphones mais simples que em um BlackBerry”, confidenciou Dabbiere, ao falar com jornalistas durante o IoT World Forum, em Chicago.

Questionado se isso não seria necessário também ao mundo corporativo, onde a complexidade tende a elevar custos e muitas vezes sacrificar projetos, o executivo concordou, mas fez uma ressalva: “Todos entendemos que ele (Jobs) trazia essa simplificação e é claro que todos queremos ser um Jobs no corporativo, mas todos estamos trabalhando forte para tornar IoT mais simples, até para acelerar a adoção.”

Parte desse trabalho de simplificação pode surgir, como sugeriu o Dabbiere, do trabalho realizado pelo Industrial Internet Consortium (IIC), organização da qual a VMware, companhia que adquiriu a Airwatch em janeiro deste ano por mais de US$ 1,5 bilhão, acaba de se tornar associada, juntamente com outras 68 companhias. Fundado por IBM, Cisco, AT&T, GE e Intel em março deste ano, a ideia é que essa organização possa elevar o debate de IoT para trazer padronizações importantes para a aplicação do conceito no campo industrial.

“Estamos no inicio das conversas, falando de segurança e preocupações com privacidade porque há muita discussão nisso. Precisamos falar de padronização e resolver essas questões antes de qualquer coisas. Um dos pontos de IoT é a simplificação e vamos trabalhar juntos com a indústria para isso”, comentou.

Debbiere ressaltou que talvez como em nenhum outro momento a colaboração tenha sido tão importante como agora em internet das coisas. Conversas como as do IIC, na opinião do executivo, serão cada vez mais necessárias, possivelmente com outras instituições como essas surgindo para discutir e padronizar IoT em outras verticais.

*O IT Forum 365 viajou a Chicago (EUA) a convite da Cisco

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