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Intermec vê regionalismo como essencial para os negócios

Para Reinaldo Araujo Andrade, gerente de canais da Intermec Brasil, está mais que claro que para atender de forma ordenada o mercado brasileiro, a presença regional é mais que importante. ?Não se trata de ter uma empresa em São Paulo que atenda o Nordeste, mas sim ter um representante dentro do mercado nordestino, que conheça o mercado local e saiba quais as necessidades dos empresários de lá. E assim funciona com todas as outras regiões?, afirmou o executivo.

Reinaldo afirma que a Intermec está em busca dessa regionalização, com o intuito de desafogar os atuais canais que conta, pois a demanda brasileira está em plena expansão e muitas vezes os parceiros acabam sobrecarregados. ?Não vamos excluir os parceiros, mas vamos apenas focar as ofertas por regiões, pois entendemos que assim eles conseguirão ter tempo hábil para realizar um atendimento mais direcionado aos clientes?, contou Reinaldo.

O gerente de canais diz que ?não há uma área foco de expansão de parceiros?, pois todas as regiões contam com oportunidades para ampliação de ofertas. Mesmo assim, 64% dos negócios da companhia estão focados na região Sudeste. ?Queremos tirar essa larga expressividade do mercado do Sudeste, mas não a receita gerada por ele?, brincou o executivo. De acordo com Reinaldo, a ideia é tornar todas as regiões do Brasil ?correspondentes entre números?, ou seja, ter representatividade equivalentes.

Hoje a Intermec conta com quatro níveis de parceiros: VAR, Especialista, ISV e Printer, que atuam nos segmentos de logística e varejo, ?mercados de grande importância para o negócio da companhia?. São cerca de 120 parceiros na carteira da Intermec, sendo que a expectativa da companhia, de acordo com Reinaldo, é ampliar em 15% esse número.

Para a virada do ano, a companhia pretende mapear os clientes e o tamanho do mercado em que participa, para conseguir estruturar ofertas mais focadas e ter um dimensionamento real de seus produtos. ?É bom frisar que as grandes empresas são fortes, pois nunca param de comprar, mas isso não tira o poder de aquisição das médias e pequenas, que consomem menos, mas sempre estão em busca de melhorar os processos de trabalho?, explicou.

Em 2010, a receita na América Latina chegou a 679 milhões de dólares, e o crescimento estimado para este ano é de 30%. A expectativa no Brasil é, simplesmente, se tornar o número um no mercado, crescendo, principalmente, em setores como varejo, logística, setor público e bens industriais.

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