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Inteligência fiscal, o passo para um varejo mais competitivo

O Brasil é um dos piores países do mundo em complexidade para pagamento de tributos. De acordo com o Doing Business, ranking de classificação das economias publicado pelo Banco Mundial, o País está em último lugar, de 190 países analisados, no quesito tempo gasto por empresas para pagamento de tributos.

As empresas brasileiras gastam cerca de 2 mil horas por ano para estar em dia com o Fisco. Como resultado, a estrutura que precisa ser montada para lidar com essa burocracia consome cerca de 1,5% do seu faturamento anual, aponta o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Outra dificuldade é que, quando há muitas divisões e interpretações, abre-se margem para que Fisco, indústria e o próprio varejo entendam a tributação de uma forma diferente. Com isso, mesmo a mais organizada das companhias corre risco de multas e punições.

Mas a espera por uma reforma que simplifique esse caótico sistema não deve ser um fator de estagnação para as companhias, especialmente para o varejo. Nessa força-tarefa, a tecnologia pode fazer toda a diferença.

Tecnologias no varejo

Um sistema de automação é um grande aliado, por exemplo, no controle de notas de compras, notas de saída, calendário de obrigações fiscais e até na classificação do que está de acordo ou não com a legislação, além de eliminar pilhas e pilhas de papel.

Outra facilidade é o acompanhamento full time das atualizações tributárias editadas no País. E não são poucas! Entre 1988 e 2016, foram editadas 31.221 federais, 110.610 estaduais e 221.948 normas tributárias municipais. A cada dia, há uma média de 30 novas regras ou atualizações para serem seguidas ou levadas em conta no cálculo dos impostos.

As plataformas de gestão são ainda facilitadoras para que seja aplicado o tratamento correto para cada tipo de produto, de modo a evitar inadimplência e autuações. Outra vantagem é a geração de declaração fiscais e guias de impostos federais e estaduais de acordo com a legislação do seu estado e o perfil da sua empresa, tudo dentro da mesma ferramenta. Com uma solução inteligente, ainda é possível ter acesso a possíveis oportunidades, como alguns benefícios fiscais, transformando a contabilidade das empresas numa área mais consultiva.

O varejista que não se adequar a essa nova realidade perde (e muito) em competitividade. Nesse cenário, é melhor liderar a mudança do que ser ultrapassado.

*Ricardo Pinho é diretor-executivo da Linx Bridge

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