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Intel lança Atom de baixa potência para contra-atacar ARM

A Intel apresentou um novo processador de 6 watts, de baixa potência, nesta semana. O produto é um possível substituto dos servidores comuns de 40 e 95 watts, que estão nos centros de dados do mundo todo e em alguns casos utilizam grandes quantidades de eletricidade.

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Os novos servidores micromodulados peso leve, ao contrário dos servidores torres, racks e até mesmo os blades, são executados com mais resfriamento e são mais compactos. Em um rack podem ser empilhados inúmeros deles e vários servidores podem compartilhar um ventilador de refrigeração, em vez de cada unidade precisar de seu próprio fluxo de ar.

O processador Atom S1200 da Intel é um sistema com dois cores em um chip, com cada um sendo executados em velocidade entre 1.56GHz e 2.0 GHz. Em outras palavras, ele fica aquém dos últimos chips Xeon; o atual Sandy Bridge Xeon, por exemplo, pode rodar de 3.2 a 3.6 GHz. Mas como o Xeon, cada core Atom consegue executar duas threads simultaneamente, dando habilidades de instrução de processamento maiores do que os chips de apenas uma thread.

O Atom S1240 executa a 6.1 watts; o Atom S122- a 8.1 watts; o Atom S1260 a 8.5 watts.

A Intel está posicionando com cuidado o Atom como um processador especializado, bom para um grande número de pequenas tarefas executadas em cargas de trabalho paralelas, e não como um chip de propósito geral como outros membros da família x86. Muitos aplicativos em nuvem fazem uso de processadores distribuídos, como o Hadoop, que lida com Big Data, então dá para entender que o Atom achasse uma maneira de entrar nos clusters Hadoop e trabalhar da mesma forma. A principal preocupação da empresa é evitar que o Atom canibalize as vendas de seus processadores de ponta e alta potência. Mas alguns fabricantes de servidores, como a Dell e HP, começaram a produzir microsservidores com base na arquitetura ARM. O design da ARM produz chips de baixa potência usando em smartphones e dispositivos móveis.

“O data center continua a evoluir para segmentos únicos e a Intel contínua a ser a líder nessa transição”, disse Diane Bryant, vice-presidente e diretora geral do grupo de data center e sistemas conectados da Intel, em um webcast diretamente da sede da empresa, em Santa Clara, Califórnia, Estados Unidos.

“Reconhecemos anos atrás que precisávamos de uma nova geração de servidores de alta densidade com eficácia de energia… estamos lançando o único system on a chip (sistema em um chip) de 6 watts da indústria que tem recursos essenciais para data center”, explicou Diane. Dois desses recursos são o multithreading e o error-correcting code, onde os dados tirados do RAM são comparados a uma cópia mestre para garantir que estão intactos.

O Atom também pode ser executado em Linux e Windows e aplicações x86 sem modificações, algo que o ARM não faz.

Os defensores de data centers ecologicamente corretos dizem que os chips de baixa potência devem substituir os que têm grande apetite de energia. Mas a Intel destacou em seu site muitas áreas onde os microservidores não seriam necessariamente a escolha correta. “A abordagem do microservidor não é correta para cargas de trabalho de muitos segmentos, como computação de alto desempenho, serviços financeiros, infraestrutura virtualizada, computação de missão crítica e bases de dados”, lê-se em um informe de especificação do Atom.

Fornecedores de computação em nuvem, por outro lado, buscam construir os data centers mais eficientes possível para execução de cargas de trabalho discretas e o Atom pode ter uma papel importante no futuro da construção em nuvem.

A Intel lançou o processador Atom com preço de US$ 54 por mil ou mais (os preços são dos Estados Unidos). Sua intenção é construir um ecossistema ao redor dele, e além da HP e da Dell, citou a Accusys, Huawei, Quanta, Supermicro, Cetc, Inspur, Microsan e Qsan como fabricantes de servidores incorporando o chip.

Tradução: Alba Milena, especial pra o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini

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