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Integração como estratégia da informação no setor público

A humanidade armazenou uma quantia tão exorbitante de megabytes de informações que fica até difícil interpretar de forma prática. Há suposições de que a velocidade da proliferação de dados é o fator mais relevante do momento, pois cerca de 90% dos dados mensuráveis no mundo teriam sido criados apenas nos dois últimos anos.

Dentro desse contexto de informações por toda a parte e das mais variadas formas, o Governo tem de buscar formas de atender aos desafios relacionados à disponibilidade de suas informações. Seja para suprir demandas de melhorias de serviços prestados ou mesmo pela necessidade de prestação de contas e aprimoramento de processos internos, por exemplo.

Para estabelecer essa integração, alguns padrões e normas de excelência capazes de transformar os serviços do governo em uma plataforma digital, para ser utilizada inclusive pelos cidadãos, devem ser levados em consideração. A ideia é fazer dessas instituições, unidades provedoras de informações para atender a todas as esferas – municipal, estadual e federal, o que por sua vez ainda reduz custos e federa os dados. Além disso, essa nova condição pode torná-las também parceiras de informações para o segmento privado.

Ainda que em fase de desenvolvimento, algumas empresas públicas já vivem esse cenário, como as de planejamento e mapeamento GIS e também as de processamento de dados. Grandes bancos de atendimento ao cidadão e autarquias que gerenciam relações com empresas do segmento privado também já estão ingressando nessa onda da integração.

Exemplificando, levando em consideração que os órgãos públicos têm a missão de prover e gerir os recursos públicos com transparência e isenção, quanto maior for a agilidade na disponibilização das informações, melhor. Os projetos de BI e Data Mart (Repositório de Dados), por exemplo, permitem estruturar os dados e viabilizam o acesso mais rapidamente aos dados estratégicos por meio de relatórios em linha com as necessidades, apresentados nas mais diversas visões.

Outro ponto importante no contexto de integração é alcançar maior disponibilidade dos recursos de colaboração e comunicação, o que reduz custos de infraestrutura, traz maior autonomia na administração do ambiente de TI e ainda aumenta a mobilidade do usuário, que acessa e-mails e arquivos de qualquer lugar, de forma sincronizada. Para isso, devem ser implementadas ferramentas de conexão, colaboração e controle.

Esses são dois exemplos são ambos de projetos realizados em empresas públicas que estão já com suas iniciativas digitais. E merece ser ressaltado que existe uma infinidade de instituições públicas, com diferentes necessidades e perfis, mas com grande potencial para evoluir nessa questão da informação. Entre elas estão os órgãos que mapeiam, planejam, gerenciam informações específicas para o cidadão ou para o Segmento Privado; as que atuam na saúde pública em todas as esferas e também em segurança pública, transportes e controle de tráfego e Utilities.

Em resumo, a integração das informações além de gerar conhecimento interno do universo de dados do governo, traz agilidade e conforto para os cidadãos. Outro ponto importante é que ao promover a integração, é possível equilibrar as desigualdades e igualar-se o segmento público à capacidade e qualidade das empresas privadas na prestação de serviços e eficiência. A tecnologia existe, o momento é propício e a eficiência é comprovada. Por que não aproveitar?

*Haniel Muniz é Diretor de Sistemas e Aplicações da G&P Projetos e Sistemas

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