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Instituições educacionais extraem benefícios da virtualização

Caso colombiano

E de orçamento apertado o líder da equipe de TI da Secretaria de Educação da Prefeitura de Medellín, na Colômbia, Juan José Sierra Jiménez entende. Com o desafio de entregar algo mais interessante e que beneficiasse os 400 mil alunos da rede pública da cidade, mesmo quando fora das salas de aula, o executivo fez diversos testes e optou por apostar na virtualização de desktop. Mais que o desafio da entrega, ele vivia um dilema comum ao setor público, que é a obsolescência do parque tecnológico (ter softwares rodando nativamente pedia renovação mais constante) e a dificuldade por efetuar compras em um modelo de licitação.

?Iniciamos de forma pequena, a inovação é modelo, a demanda é tecnológica, e tudo estava muito no serviço ofertado e dentro do tema da computação em nuvem. Tínhamos, por um lado, a virtualização, continuidade de negócio e, do outro, problema de obsolescência tecnológica, lixo tecnológico e redução consumo energético. E entregar o PC pode ser não entregar nada, há uma apropriação da tecnologia por parte do aluno e do professor e isso pede capacitação?, explica.

O projeto, que consistiu na adoção de tecnologia de virtualização Citrix e uma combinação de softwares da Microsoft, ainda não atinge todas as escolas, a intervenção inicial chegou a 90 delas. Mas o objetivo está totalmente traçado e eles querem uma imersão tecnológica total, com ao menos 80% das máquinas virtualizadas. Eles também testaram VMware, mas o pacote Citrix/Microsoft atendeu melhor aos anseios do órgão público, sobretudo, em custo. ?O conteúdo que colocamos em cima é o principal, uma suíte educativa que nos permite ter todos os recursos educativos juntos, para professor, aluno, família, gestão da escola como um todo?, comenta. ?Ainda não temos PCs em todos os espaços, mas é uma educação mais rica. Em qualquer momento, o aluno pode baixar o Receiver (da Citrix) e ter a aula e todo o material disponível.?

Diferente de alguns modelos seguidos no Brasil, o projeto colombiano não tem a intenção, ao menos nesse momento, de liberar um computador por aluno. O trabalho realizado nas salas de aula, até por um programa pedagógico, coloca os estudantes para trabalharem em duplas. O Ministério da Educação local trabalha com um indicador de 12 alunos por computador e a meta da prefeitura de Medellín são dez, isso quando se olha a quantidade de estudantes que utilizam a mesma máquina por dia e não no mesmo horário.

Ainda que eles lidem com crianças mais pobres, aquelas que já possuem um PC em casa podem acessar todo o conteúdo passado em classe e materiais complementares por meio do projeto de virtualização. Basta o aluno fazer o donwload do Receiver na máquina dele e fazer o login. ?Não temos BYOD porque nem todas as crianças não têm condições, mas se tivessem, essa barreira não existiria?, comenta o CIO, lembrando que isso seria possível porque as escolas já tem rede Wi-Fi implantada.

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