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Insead sugere novas métricas para o sucesso da TI

A lacuna entre negócio e TI tem sido lamentada desde o início do processamento de dados comercial em 1950. Lembra-se de toda aquela conversa sobre a necessidade de ?alinhar? TI e negócio e, também, da constatação de que sem aprender a linguagem de seus pares, os líderes de TI não chegariam a nenhum lugar?

Talvez, uma das melhores respostas para essas indagações, que vêm de longa data, está no artigo ?IT Doesn?t Matter?, escrito por Nicholas G. Carr e publicado na Harvard Business Review. Na conclusão, ele diz: ?Você precisa da tecnologia como meio para uma organização moderna, mas a tecnologia não te faz ganhar mais dinheiro apenas por tê-la.?

A AT&T gostaria de acreditar que isso, finalmente, chegou a um ponto de refutação ? onde o gap existente entre TI e negócio encontrou uma ponte. Mas parece que ainda não é o caso. Ao trabalhar com pesquisadores do Institut Européen d?Administration dês Affaires (INSEAD), sediado em Paris, a operadora norte-americana apresentou um estudo que delineia como as corporações podem melhor explorar o investimento em TI.

?As empresas têm investido em tecnologia e telecomunicações por vários anos e sem ter o retorno que gostariam de obter desse investimento?, afirma Andrew Edison, vice-presidente da unidade de negócios europeia da AT&T.

A resposta? A conclusão do estudo não choca: investir em tecnologia por tecnologia nunca foi uma boa ideia. Com os ?habilitadores? corretos, no entanto, tudo pode ser diferente. ?Pela primeira vez, identificamos uma ligação estatística entre os investimentos em novas tecnologias e os habilitadores chave dos negócios para mostrar o que faz uma empresa mais competitiva?, escreveram os autores.

A análise foi feita com base em respostas de mais de 220 líderes de TI, além de um bom número de entrevistas feitas com empresas e lideranças políticas da Europa. Edison afirma que a metodologia foi muito rigorosa ? elaborada para eliminar respostas padrão de empresas ? e que muitas informações foram descartadas como inválidas.

Um dos pontos chave do estudo foi que se uma estrutura habilitadora está disponível, ela vai ampliar de forma significativa as chances de sucesso no investimento e reduz a quantidade de falhas em projetos ou mesmo resíduos fiscais. ?A probabilidade de se tornar competitivo praticamente dobra?, afirmam os autores. Por outro lado, ?quando uma empresa desprovida de habilitadores de negócio faz grandes investimentos em novas tecnologias, ela não necessariamente terá uma melhora de desempenho e terá um risco maior do investimento realizado.?

Os habilitadores necessários, como comenta Edison, são um processo de compra para qualquer iniciativa da gerência sênior; acesso aos melhores talentos de TI na organização ou mesmo nos fornecedores; e uso de uma ?plataforma digital madura? para a base do projeto. Essa maturidade é definida pela forma como a empresa aplica a tecnologia, pelos processos de negócio e pela realidade dos componentes de dados (se estão padronizados, compartilhados e integrados).

O que parece ser diferente entre a análise produzida pela AT&T-INSEAD em relação a outras lançadas no mercado é que, além da necessidade de um suporte vindo do CEO, ela enfatiza a questão da plataforma digital. ?Empresas com imaturidade em plataformas digitalizadas podem, de forma significativa, melhorar a competitividade ao promoverem investimentos em novas tecnologias, atendendo às necessidades de mudanças organizacionais e sustentando uma plataforma digitalizada?, aponta o relatório.

Sustentar essa plataforma digital é um desafio constante, avaliam os autores, e pede um balanceamento continuado de demandas imediatas das áreas de negócio e dos times de projetos com as demandas corporativas de longo prazo.

O estudo conclui, entretanto, que as organizações com maturidade em plataformas digitais e que podem investir em novas aplicações estão mais propensas a produzirem o melhor retorno dos planos de TI.

Talvez, a questão do dia para as necessidades corporativas seja: onde estamos em nossa plataforma corporativa digital?

 

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