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Inovação vai além do orçamento robusto, defende CIO do Banco Bonsucesso Consignado

Poucas empresas dispõem de um orçamento específico para inovação. No grupo de CIOs representantes das empresas ranqueadas de 501 a mil maiores do Brasil, 63% dizem não ter valores de investimentos definidos para inovação, como apurou o estudo Antes da TI, a Estratégia, produzido pela IT Mídia, em parceria com os consultores Sergio Lozinsky e Cezar Taurion. Mais que isso, quando existem valores para tal finalidade, eles não são tão elevados como gostariam os executivos.

Isso não significa, no entanto, que não ter orçamento ou conviver com valores considerados baixos sejam barreiras que impeçam qualquer tipo de inovação. Obviamente, com pouco ou nada, a criação de grandes produtos pode ser comprometida, mas a maioria dos projetos de inovação não traz uma grande ruptura, trata-se de algo incremental ou mesmo uma transformação via mudança ou atualização de processo.
E é nesse ponto que Rodrigo Cantelli, CIO do Banco Bonsucesso Consignado, trabalha. Embora ele integre os quadros de uma instituição financeira, o dinheiro para inovar ou criar não sobra. De forma que ele tenha que avaliar possibilidades que minimizem erros e maximizem produtividade. Algumas das alternativas utilizadas pelo executivo são: atuar em parceria com vendas e marketing, sempre interessados em novos produtos e que podem financiar algum projeto, ou mesmo adaptar o modelo mental e de gestão da TI para trabalhar com metodologias mais atuais, como as ágeis.
“Inovar significa errar. O ambiente tem que ser ágil, metodologias ágeis, como SCRUM, estão ligadas à inovação e é preciso buscar por isso”, comentou Cantelli, ao falar sobre inovar com budget apertado durante o IT Forum+ 2015, na Praia do Forte (BA). “Nem toda inovação é muito cara. É necessário pensar diferente, olhar bem o timing, ganho econômico/financeiro e avaliar ambiente adequado. Se projeto não tiver eficiência, mesmo de cunho social, estará fadado ao fracasso no longo prazo.”
O quesito faturamento/ganho em projetos de inovação, aliás, suscitou algumas discussões durante apresentação, quando, alguns executivos discordaram, argumentando que existem empresas que inovam muito no campo social e que isso não traria um lucro propriamente dito. Cantelli seguiu com sua defesa de que eficiência é fundamental e que as iniciativas sempre vão promover ganhos, mesmo financeiros, mas não necessariamente para quem inventou. Entre os exemplos disse estão projetos de reflorestamento que muitas empresas da indústria de TI têm investido para reduzir o impacto ambiental ou mesmo a criação do antibiótico penicilina que gerou muitos ganhos à humanidade.
Voltando às metodologias ágeis, Cantelli frisa que é necessário estar aberto e afirma que seu uso no Banco Bonsucesso Consignado tem trazido ganhos e agilidade na execução de diversos projetos, ainda que muitos não acreditassem que isso pudesse ser aplicado dentro de uma instituição financeira.
Dentro do escopo de buscar o novo e tentar desenvolver coisas que agreguem ao negócio, o CIO defendeu o conceito de inovação aberta, inclusive usando o próprio fornecedor para trazer novas experiências para o ambiente interno. Trabalhar com universidades e startups também ajuda muito nesse sentido. “Inovação significa perder dinheiro no começo, então, busque eficácia para perder menos. Meça resultado e risco, porque sempre tem risco. Priorize os projetos com risco e custo baixos.”

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