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Indianas investem mais em treinamento

As companhias de TI da Índia estão, em parte, atuando na área da educação. E é melhor elas se dedicarem a esse trabalho, uma vez que a alta rotatividade e a existência de habilidades inadequadas estão entre as principais queixas dos clientes.

Cerca de metade dos respondentes ao estudo da InformationWeek EUA feito com profissionais de TI trabalhando com terceirizadores indianos diz que o pessoal desqualificado em projetos é um dos maiores problemas; 41% afirmaram que a retenção de profissionais bem qualificados ficou mais difícil nos dois últimos anos. A Índia tem muitos profissionais de TI de nível mundial, mas eles estão bastante dispersos: um quinto dos respondentes comentou que as habilidades das pessoas em seus projetos excedem às expectativas; e um igual número afirmou que tais habilidades se mostraram extremamente frustrantes.

Isso ocorre apesar dos programas de treinamento existentes, que fazem a maioria das companhias de TI dos Estados Unidos ficarem envergonhadas. A Infosys irá investir US$170 milhões em treinamento, durante este ano, disponibilizando novos cursos de graduação universitária, exigindo seis meses de treinamento no local de trabalho. A Wipro tem condições de treinar 5 mil pessoas de uma só vez, em seu campus situado em Bangalore, e todos os funcionários recebem, pelo menos, nove dias de treinamento por ano. Menos da metade dos profissionais de TI dos EUA recebem treinamento remunerado das companhias em que trabalham, de acordo com o Estudo de Salários da InformationWeek EUA, realizado em 2007.

As companhias indianas não estão mantendo suas ferramentas de treinamento somente para si mesmas. A Microland, empresa pioneira no setor de gerenciamento remoto de infra-estrutura, criou um ambiente virtualizado com base web, que simula a infra-estrutura dos clientes, visando ao treinamento de solução de problemas. “A única coisa que não pode ser simulada é a carga de trabalho”, declara o diretor de tecnologia, K. S. Ganesan. Atualmente, ele está considerando oferecer essa alternativa como um serviço.

O diretor executivo da Infosys, S. Gopalakrishnan, detecta uma oportunidade na venda de “serviços de aprendizado”, incluindo o treinamento que a companhia utiliza internamente.

O treinamento realmente contribui muito. A média dos funcionários da Infosys está na faixa dos 27 anos de idade. Considerando que a indústria de TI na Índia é tão jovem, não existem profissionais suficientemente experientes para acompanhar esse crescimento. Considere a obsessão pelo treinamento ? e as queixas dos clientes.

O IT Web começou na terça-feira (18/03) uma série especial de reportagens sobre os movimentos no mercado indiano de terceirização de TI. Leia o especial.

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