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Os 10 pecados mortais para a carreira

Para ajudar os profissionais de TI a se darem conta de potenciais erros na carreira, Computerworld conversou com John M. McKee, presidente da BusinessSuccessCoach.net, empresa de treinamento e consultoria para carreira. McKee é autor de ‘Career Wisdom: 101 Proven Strategies to Ensure Workplace Success’. Abaixo, os 10 pecados mortais da carreira e a orientação de McKee para reconhecê-los e evitá-los.

1. Não ter um plano de vida. “Esse é o maior erro que vejo meus clientes cometerem. Tenho um grande número de clientes na área de TI, muitos deles executivos nível C (CEOs, CIOs, COOS). Um plano de vida é como um plano de negócio. Os líderes das empresas criam planos de negócio anuais para o que o futuro lhe reserva do ponto de vista corporativo. No plano de vida, três aspectos devem ser enfocados: metas profissionais, metas pessoais e familiares e metas financeiras.

Se um indivíduo tem um bom cargo e uma vida pessoal e familiar satisfatória, mas luta para pagar as contas no fim do mês, não ficará satisfeito. Ele deve examinar o ambiente competitivo, o mercado de trabalho e se suas habilidades estão atualizadas. Checar se alguém pode substituí-lo porque é mais barato, mais rápido ou melhor não é diferente de checar os requisitos de TI.

Mais importante, o plano deve ser posto no papel. Somente 14% das pessoas fazem isso; 86% estão depositando seu futuro nas mãos de outros. Não é um bom lugar para se estar.”

2. Não atualizar suas habilidades. “O cenário de negócio muda continuamente e a demanda por emprego é maior do que a oferta. É fatal não estar no mesmo nível dos colegas e daqueles que estão de olho no seu emprego.

Diante do fato de que pessoas são capazes de realizar o mesmo trabalho que outras em qualquer lugar do mundo e da possibilidade de as organizações irem atrás destes conjuntos de habilidades em qualquer lugar do mundo, você corre o risco de ser substituído se não estiver atualizado. Isso inclui a necessidade de manter em dia suas habilidades técnicas, de negócios e pessoais”.

3. Não entregar resultados. “Os vencedores na área de negócio sabem que tudo é uma questão de responsabilidade. Quem acha que tem algum direito simplesmente porque se esforçou, independente dos resultados deste esforço, está fadado ao fracasso.

Em uma corporação, é muito fácil acreditar que, sendo mais eficiente, o indivíduo se torna mais eficaz. Preocupar-se em aumentar a eficiência pode ser uma solução de curto prazo para ajudar a melhorar os resultados financeiros, mas não ajuda a organização a crescer.

Raramente vejo pessoas ganharem grandes bônus na empresa simplesmente porque entendem as políticas e os procedimentos adotados. Tem a ver com a entrega dos resultados esperados. Você precisa conhecer seus clientes, saber o que o mercado quer. A boa liderança está estreitamente ligada a fazer perguntas.”

4. Confundir eficiência com eficácia. “Quem acha que a comunicação via e-mail substitui a conversa com aqueles que o cercam não consegue reconhecer a importância do contato pessoal no ambiente extremamente tecnológico e automatizado de hoje. Para quem busca o sucesso, é imperativo comunicar-se pessoalmente sempre que possível.”

5. Acreditar que você é insubstituível. “Não há lugar para divas no local de trabalho. Quando você se convence de que só você pode realizar o trabalho ‘direito’, sua estrela certamente começa a cair. Em qualquer organização, qualquer pessoa com um bom par de idéias, um bom par de anos de casa e alguns sucessos, de repente começa a achar que a empresa não consegue passar sem ela. Então começa a repousar sobre os louros e a correr o grande risco de perder o emprego.

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Trocar idéias com outras pessoas na organização ajuda você a se manter com os pés no chão. Também é importante contar com uma perspectiva diferente, de um conselheiro confiável, sobre o que está acontecendo e como seu desempenho está sendo visto.”

6. Conhecer todas as respostas. “O velho adágio Conhecimento é Poder continua válido. Acreditar que sabe tudo pode levar à rápida estagnação da carreira. Os vencedores estão sempre interessados em aprender novas idéias e abordagens.

Fazer muitas perguntas é a marca registrada dos grandes líderes e dos grandes administradores. Quando a pessoa pára de fazer perguntas e começa a acreditar que já viu tudo, está minimizando o grande volume de mudança que ocorre no mundo hoje.”

7. Cercar-se de bajuladores. “Os perdedores gostam que as pessoas fiquem dizendo o quanto eles são inteligentes, seja ou não verdade, enquanto os gerentes e outros profissionais bem-sucedidos aceitam e incentivam a inteligência e a criatividade das outras pessoas.

Se seus colegas lhe dizem constantemente que tudo que você faz é sensacional, você precisa de um grupo melhor de conselheiros. Se seu supervisor acredita que você está fazendo um bom trabalho, isso é ótimo – provavelmente isso está refletindo bem nele.”

8. Esquecer-se de dar crédito a outros. “Os perdedores, equivocadamente, ganham todo o crédito por eventos positivos apesar da ajuda ou do input recebido de outras pessoas, enquanto os vencedores dão crédito a quem é devido. Os perdedores, inevitavelmente, colhem o que plantam. Se seu chefe for uma pessoa “desligada”, é possível que você consiga fazer isso impunemente algumas vezes. Mas, se continuar, provavelmente ele perceberá que você é um grande egoísta.”

9. Falhar na auto-promoção. “Vangloriar-se é uma coisa, mas compartilhar seu sucesso com colegas do ramo através de estudos de caso, boletins de promoção e outras ferramentas do gênero é uma história bem diferente. Os perdedores, em geral, não reconhecem a importância de deixar que outras pessoas reconheçam seu sucesso, ou abordam a questão de maneira totalmente equivocada.

No mundo de negócio fragmentado de hoje, onde muita gente trabalha longe dos supervisores, é importante que seu chefe e a liderança conheçam suas contribuições e saibam que você é um ativo valioso. É simples: basta enviar um e-mail ao seu supervisor uma vez por semana contando o que você está fazendo e seu progresso. Assim, na hora das decisões relacionadas a promoções ou transferências, você tem mais chance de receber o que merece.”

10. Perder a perspectiva. “O executivo de negócio intuitivo reconhece que, apesar de seus melhores esforços para fazer tudo certo, à vezes se depara com um obstáculo, e busca o conselho e o ponto de vista de um amigo respeitado, um colega de trabalho ou até mesmo um técnico. O indivíduo que não reconhece suas limitações está a um passo da fila do desemprego.

Tem tudo a ver com esquecer as razões por que o negócio existe, por que o indivíduo está neste negócio e o que pretendia realizar quando ingressou nesta indústria. Você precisa ter entusiasmo por aquilo que faz e pôr mais entusiasmo naquilo que faz. Se você não tem vontade de sair da cama de manhã, está trilhando o caminho da queda – só que ainda não sabe disso.”

Thomas Hoffman-Computerworld, EUA

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