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Cinco lições sobre negócios

Uma lenda das venture capitals, Tom Perkins é co-fundador da Kleiner Perkins Caufield & Byers. Por muitos anos ligado à Hewlett-Packard, ele deixou o conselho da companhia há cerca de um ano e meio. Sua auto-biografia, “Valley Boy”, chegou às livrarias norte-americanas este mês. A seguir, algumas lições do executivo:

Tudo que sei sobre gestão empresarial, aprendi com Dave Packard. Packard, um dos fundadores da HP, era meu amigo, meu mentor e a principal influência da minha vida. Ele e Bill Hewlett, também meu amigo, estabeleceram o Silicon Valley e as fundações para tudo o que acontece lá. No meu caso, o mais importante é que eles eram empreendedores que conduziam a HP como uma empresa de venture capital. Eles fizeram isso ao encubar novos negócios dentro da companhia, exatamente como os investidores de venture capital tentaram fazer na seqüência.

Trazer novas tecnologias ao mercado depende de risco e de timing. Quando uma idéia é apresentada a você, é sempre uma mistura de pessoas, tecnologia, marketing e até mesmo questões legais. Você deve identificar o elemento de risco mais importante e estruturar o negócio de forma que o investimento inicial vá retornar. Se você faz isso da forma correta, uma pequena quantia de dinheiro irá concentrar a maior parte do risco. De qualquer forma, você não quer investir em uma tecnologia tão cedo que, na verdade, você está financiando pesquisas puras. Mas também não quer se atrasar. Por isso, timing é muito importante.

Fiz apostas que não valeram a pena. Muitas! Detesto falar sobre nossos erros, mas é claro que os cometemos. Mas é uma questão de dar um passo pra tras e perceber que existem outros peixes no mar. Então, vamos pega-los!

Minha experiência com CIOs ao longo dos anos mostra que eles são essenciais. Mas meu conselho para eles é que se lembrem do velho proverbio russo que diz: “Melhor é o inimigo dos bons.” Grandes somas de dinheiro podem ser gastas em tecnologia. E voce nao quer acabar sendo pouco competitivo, mesmo que seja brilhantemente informado sobre tudo. Você tem de ter consciencia de custos. E não se deixe enganar: sempre existirão mais propostas para apoiar do que você pode.

Às vezes, você tem de se jogar contra sua própria espada. Mas a questão real é: Cometi um erro quando deixei o conselho da HP? Honestamente, provavelmente sim. Estava emocionalmente envolvido com a companhia e, por isso, foi uma decisão passional. Em qualquer momento em que você fizer algo com raiva, é melhor reexaminar. Será que você faria novamente? Eu provavelmente faria. Senti que o conselho estava cometendo um grave erro e que a natureza daquela investigação em relação ao vazamento de informações para a mídia estava tomando proporções fora do normal. Achei que os métodos usados eram eticamente questionaveis, se não ilegais. Se eu não tivesse saído, talvez tivesse mudado algumas coisas na empresa. Mas talvez não.

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