A Claro está pronta para lançar a terceira geração de telefonia móvel em seis capitais do País, mas ainda não conseguiu o aval da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) à operação de suas estações radiobase.
Segundo o presidente João Cox, que já havia alertado para a dificuldade junto à Anatel na Futurecom 2007, “a rede está pronta. Se a Anatel autorizar, lançamentos amanhã”, disse aos jornalistas.
As seis capitais, segundo informações que circulam no mercado, seriam São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Fortaleza. A empresa não nega nem confirma.
Cox ressaltou que a companhia “não vai recorrer à Justiça porque acha que não é necessário”. Para ele, “quando o governo achar que deve, ele vai autorizar. A obrança deve partir do cidadão”.
Segundo o executivo, quando os clientes da Claro começaram a migrar do padrão TDMA para o GSM, a faixa de 850 MHz começou a ficar “pouco utilizada”. “A Claro tem consciência de que freqüência é um bem público e, por isso, tem de ser bem gerido, bem administrado”.
Ele afirma que a Claro decidiu investir para levar serviços de terceira geração na parte ociosa da rede. “Não estamos aqui para fazer especulação imobiliária com a freqüência”, disse ele.
O executivo, entretanto, não informou qual será a estratégia da companhia para lidar com a demora, já que a Anatel informou semana passada que irá abrir uma consulta pública para editar uma resolução que permita o uso da faixa de 850 MHz na terceira geração.
Dessa forma, a autorização pode não sair antes do leilão de 3G, marcado para 18 de dezembro, o que pode tirar parte da vantagem competitiva da Claro, que pensava em chegar antes ao mercado. A Telemig Celular enfrenta o mesmo problema, como informado por seu presidente, André Mastrobuono, na Futurecom 2007.
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