O teletrabalho teve um impacto significativo na carreira de muitos profissionais que trabalham fora das instalações de suas empresas. Muito já se fez para evitar transtornos a esses trabalhadores. Mas, e aqueles que ficam no escritório?
Uma nova pesquisa realizada pelo Rensselaer Polytechnic Institute, em Nova York, revelou que o muitos dos trabalhadores à distância podem prejudicar a satisfação profissional daqueles que permanecem dentro da empresa, aumentando a probabilidade de eles deixarem a companhia.
Timothy Golden, professor na Escola de Gerenciamento & Tecnologia da Rensselaer, analisou 240 funcionários em empresas de médio porte. Ele descobriu que quanto maior o número de teletrabalhadores, maior o número de profissionais internos insatisfeitos com seus empregos e interessados em deixar a empresa.
Além disso, os funcionários que trabalham no escritório tendem a ter menos laços emocionais com aqueles remotos e normalmente se sentem menos comprometidos com a organização.
“As razões para o impacto nos trabalhadores dentro de uma empresa são variadas. Apesar disso, a insatisfação pode se dever ao fato de os profissionais sentirem que têm menos flexibilidade e muito mais carga de trabalho do que os seus colegas. Essa frustração seria maior conforme o número de profissionais remotos na mesma empresa”, diz Golden.
“Além disso, a dificuldade de estabelecer relacionamentos com colegas de trabalho também seria um fator de desânimo para esses profissionais”, acrescenta o professor.
A pesquisa de Golden dá algumas sugestões aos gestores interessados em reduzir o estrago. Entre elas está tentar assegurar maior contato pessoal entre os funcionários internos e os remotos e dar mais autonomia aos profissionais no escritório.
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Golden também recomenda que as companhias “considerem mais o impacto do teletrabalho nos demais empregados e sejam cautelosos no momento em que decidirem implementar essa modalidade de trabalho em suas empresas, evitando fazê-lo simplesmente para atender a desejos de alguns de seus funcionários”.
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