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Concorrentes da Apple exploram críticas feitas ao iPhone

Enquanto a Apple recebe críticas por aparentemente penalizar usuários do iPhone que baixem aplicativos de terceiros, os concorrentes ampliam os esforços para mostrar ao mercado o quão abertos os seus aparelhos são a outras tecnologias.

A Nokia, por exemplo, esta semana lançou um novo site destacando esse fato. “Acreditamos que os melhores equipamentos não têm limites. Esse é o motivo pelo qual deixamos os parelhos NSeries abertos. Abertos a aplicações e abertos a qualquer coisa”, diz a página principal do site.

Na Microsoft, a estratégia para o Windows Mobile é semelhante. “Os smartphones da Nokia rodam o sistema operacional Symbian. A melhor abordagem é criar uma plataforma de som e deixar que os parceiros a ampliem”, disse Scott Rockfeld, gerente de marketing da área de comunicação móvel da Microsoft. Segundo ele, 18 mil aplicativos já foram desenvolvidos para o Windows Mobile.

Outra que segue nessa linha é a Research In Motion (RIM). Nos últimos anos a empresa vem incentivando o desenvolvimento de aplicativos para os telefones BlackBerry.

A Apple, por sua vez, adotou uma estratégia bem diferente ao lançar o iPhone com uma plataforma fechada, que só permite o desenvolvimento de aplicativos de terceiros desde que sejam baseados em seu navegador Safari, que roda no aparelho.

Na semana passada, a empresa lançou uma atualização para o aparelho e antecipou que os usuários que fizerem mudanças sem autorização nos softwares do telefone, incluindo técnicas de destravamento, perderão a sua garantia.

Alguns usuários do iPhone que baixaram aplicativos de terceiros, contrariando as orientações da Apple, descobriram depois que essas aplicações sumiram tão logo a atualização foi instalada. Eles fizeram reclamações sobre os efeitos desse upgrade.

O incidente foi o motivo que os concorrentes procuravam para falar sobre suas plataformas. Avi Greengart, analista da Current Analysis, diz ser surpreendente que companhias como a Microsoft e a Nokia não tenham tirado ainda mais proveito desta história. Isso pode ter acontecido por causa da dificuldade de rodar aplicativos populares de terceiros também em suas plataformas, segundo Greengart. “O cenário de aplicativos móveis é extraordinariamente fragmentado”, afirma.

Além disso, dado o sucesso do iPhone, fica mais difícil falar de seus problemas. A falta de compatibilidade com aplicativos de terceiros não reduziu a popularidade e as vendas do iPhone, diz Greengart. Segundo ele, a Apple pode abrir a sua plataforma no futuro, mas provavelmente quis começar com um ambiente fechado para assegurar sua estabilidade.

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