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Compra da Solectron não garante liderança à Flextronics

A Flextronics comprou recentemente a Solectron, uma de suas principais concorrentes no mercado de fabricantes de eletrônicos. Com a transação de 3,6 bilhões de dólares, a empresa agora soma vendas de 30 bilhões de dólares, mas continua sendo a segunda colocada em seu segmento de atuação, atrás ainda da Hon Hai Precision Industry, que atua sob a marca Foxconn.

E, de acordo com analistas, o caminho rumo à liderança será árduo. A Hon Hai divulgou faturamento de aproximadamente 15,67 bilhões de dólares no primeiro semestre deste ano e deve, segundo os especialistas, alcançar melhores resultados na segunda metade do ano, ficando ainda alguns milhões de dólares à frente da Flextronics.

Para os analistas, a estratégia da Flextronics de crescer através de aquisições é arriscada. A chave para o sucesso dessa estratégia estaria em quão rápido e eficiente a companhia seria na gestão dessa fusão, incluindo a combinação de seus recursos e operações. E mais: tudo isso deve ser feito sem prejudicar a satisfação do cliente, já que muitas empresas perdem clientes porque eles se serem negligenciados quando a companhia dedica esforços às operações internas.

Ao contrário da Flextronics, a Hon Hai evita as grandes aquisições. A companhia taiwanesa limitou-se a comprar rivais de menor porte, que ofereçam serviços que ela não pode prover, ampliando assim a sua especialização e escopo de negócios. A ultima vez que a Hon Hai se propôs a adicionar mais elementos aos seus negócios, ela criou a fabricante de painéis LCD Innolux Display Corp, ao invés de comprar uma empresa do ramo. A Innolux já listou suas ações na bolsa de Taiwan, embora a Hon Hai seja ainda a sua maior acionista.

A compra da Solectron dará à Flextronics melhores condições de concorrer com a Hon Hai e, quem sabe, ganhar lucratividade. Empresas que vendem eletrônicos como iPods, iPhones e outros deste gênero demandam contratos mais lucrativos para o parceiro de produção. Já os fabricantes mundiais de PCs, telefones celulares e outros eletrônicos podem obter contratos mais lucrativos para a produção desses equipamentos, que muitas vezes envolvem processos com margens de lucro muito pequenas para o fabricante.

Por exemplo, a Quanta Computer, que fabrica notebooks para empresas como a Dell e a HP, anunciou recentemente anunciou que sua lucratividade ficou em 4,1% no segundo trimestre do ano. Para da uma idéia, esse índice na Dell foi de 19,9%.

Outras fusões de destaque do COMPUTERWORLD:
> Microsoft compra agência de marketing digital por US$ 6 bi
> Compra de US$ 900 mi movimenta mercado de chips para celular
> Vivo leva Telemig em negócio que pode custar até R$ 2,8 bi
> IBM fecha compra de empresa de comunicações em tempo real
> Tivit confirma a aquisição da Softway

A vantagem da Flextronics com a compra da Solectron é que ela ganhará maior poder de barganha junto aos fornecedores de componentes, bem como a capacidade de oferecer uma maior gama de serviços ao consumidor.

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