Gerenciar as ordens de pagamento de todos os fretes conduzidos por caminhoneiros terceirizados não era tarefa fácil para a Líder, empresa do ramo de transporte rodoviário, até cerca de dois anos atrás. Isso porque, sem um sistema automatizado, a companhia que transporta cerca de 3 milhões de toneladas de carga por ano enfrentava procedimentos trabalhosos e um tanto burocráticos para gerenciar os pagamentos. “Emitíamos uma ordem impressa em várias vias e, no momento da contratação, o carreteiro geralmente recebia um adiantamento em cheque.
Além disso, tinha uma carta-frete para ser descontada, após a entrega, em postos de gasolina distribuídos pelo Brasil ou em uma de nossas filiais como parte final do pagamento”, comenta Renzo do Amaral Braz, diretor superintendente da Líder.
Segundo o executivo, o modelo não trazia o controle satisfatório sobre documentação, que ficava dispersa em postos de gasolina do País, ou mesmo sobre onde o motorista havia feito a quitação do frete. Diante disso, a Líder optou por adotar uma ferramenta que automatizasse o procedimento e auxiliasse no gerenciamento dos pagamentos. Após analisar soluções de mercado, a companhia optou pela contratação do Repom Express, da Repom, que substituiu os documentos em papel por contratos eletrônicos.
O sistema, em vigor desde o início de 2006, permite que o motorista contratado para o transporte tenha um smartcard e uma conta gerenciada pela Repom, onde será depositado automaticamente o valor do frete logo após a entrega das mercadorias. O processo é validado em uma rede de 450 postos de gasolina pelo país e o motorista pode sacar o valor logo após ter seu cartão validado pelo estabelecimento. O sistema é integrado com o ERP da Líder, fornecido pela Microsiga e responsável também por identificar o frete e transferir o valor para a conta.
Além do modelo automático de gestão de fretes, a Líder também incorporou o Vale-Pedágio Repom, sistema que credita em um cartão o valor referente a todos os pedágios que serão percorridos pelo motorista. Antes mesmo do início da viagem, um software calcula a rota a ser percorrida e o valor a ser pago em pedágios. Dessa forma, o responsável pelo carreto também não precisa lidar com o dinheiro em espécie para tal pagamento.
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Segundo Braz, o controle em tempo real da prestação de contas ao motorista no posto de combustível, a agilidade e a segurança estão entre os principais benefícios do Repom Express, que não demandou investimentos iniciais em tecnologia e segue o modelo contratual por pagamentos mensais pelo serviço utilizado. “Se o caminhoneiro for roubado, por exemplo, não perde o dinheiro. Ele pode bloquear imediatamente o cartão”, ressalta.
Apesar das facilidades trazidas pelo sistema, a principal dificuldade foi a adaptação cultural dos motoristas ao novo sistema, que precisaram se acostumar a trabalhar sem dinheiro em mãos, segundo o executivo. A implantação, por outro lado, transcorreu sem problemas e foi feita em quatro meses. Para os próximos meses, a Líder pretende implantar o Repom Express também para sua frota própria, não apenas para os caminhoneiros terceirizados.
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