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Empresa apresenta processador de 64 núcleos em fórum nos EUA

O fórum anual de pesquisas em semicondutores Hot Chips começa nesta segunda-feira (20/08), na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, reunindo grandes nomes da indústria – como IBM, Intel e AMD -, mas também novas empresas, como a Tilera, que vai apresentar um chip de 64 núcleos durante o evento.
As pesquisas da Tilera com arquiteturas de chip em grid começaram em 1997, com um projeto de pesquisa no Massachusetts Institute of Technology (MIT). E seu processador TILE64, desenhado para funcionar como chip para redes inteligentes e equipamentos de distribuição de mídia, já foi vendido a empresas de redes e vídeo como 3Com, Codian e GoBackTV.
Os grandes fornecedores de chips vêm melhorando o desempenho dos sues processadores aumentando a capacidade de um para dois núcleos, e de dois para quatro, mas, Anal Agrawal, chief technology officer (CTO), aponta que há um limite para quanto esses núcleos podem aumentar.
Agrawal explica que os chips convencionais têm um hub central, por meio do qual os sinais entram e saem do chipset. “Como uma antiga cidade Europeía, todas as ruas levam ao centro da cidade”, compara o CTO, defendendo que na arquitetura grid são oferecidos múltiplos caminhos dentro do chip – modelo mais parecido com a malha de ruas de uma cidade moderna.

O grid da Tilera é formado por oito linhas, cada uma dividida em oito blocos. Cada bloco traz um switch que passa os dados para o próximo bloco. A arquitetura permite que os pacotes de dados se movam de forma mais fluida e sem parar – como ocorreria em um hub central. O TILE64 custa US$ 435 em pedidos de no mínimo 10 mil unidades.

A Intel vem trabalhando em um design de grid similar a esse no projeto Tera-scale Computing Research Program, mas, segundo analistas internacionais, a Tilera estaria mais adiantada.

O analista Nathan Brookwood, da Insight64, aponta que a inovação apresentada pela Tilera parece ter maior valor prático que outros projetos apresentados no Hot Chips. E retomando a analogia das ruas, Brookwood indica que chips de dois e quatro núcleos podem ser suficientes para uma pequena cidade com apenas duas vias principais se cruzando. “Mas à medida que ela cresce, obviamente temos mais tráfego. Se você vai para o modelo de grid, e se os faróis são bem sincronizados, todo mundo pode passar”, afirma o especialista.

O Hot Chip deste ano conta com o número recorde de 600 participantes e 26 projetos serão apresentados.

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