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Com primeiro cliente externo, Prodam consolida planos de expansão

Consolidando seus projetos de expansão planejados desde meados do ano passado, a Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município de São Paulo (Prodam) fechou seu primeiro contato com um cliente externo, não vinculado à prefeitura da capital paulista.

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Segundo o órgão, foi firmado no último dia 22 de fevereiro um acordo com a prefeitura de Manaus (AM) para implantação do sistema de nota fiscal eletrônica, em vigor no município de São Paulo desde a metade de 2006. Segundo o diretor-presidente da Prodam, Luiz Arnaldo Pereira da Cunha Junior, este é o primeiro passo concreto para a companhia iniciar sua oferta de serviços ao mercado, eventualmente até para o setor privado.

Pelos moldes do acordo, a Prodam fornecerá o sistema da Tiplan – desenvolvedora contratada para operar o sistema de NF-e em São Paulo – e ajudará na personalização da ferramenta para as necessidades da prefeitura de Manaus. A cidade amazonense deverá emitir anualmente cerca de 1,3 milhão de notas fiscais e utilizará critérios semelhantes aos da capital paulista, com descontos no IPTU para pessoas físicas e jurídicas.

“O grande benefício é que todas as receitas procedentes do contrato serão reinvestidas aqui mesmo na Prodam”, aponta Cunha Júnior. De acordo com o executivo, outros contratos com outras prefeituras do País já estão em negociação e devem ser formalizados até o fim do ano.

A assinatura do contrato com o primeiro cliente externo coincide com um momento de expansão também nas atividades internas da Prodam. Isso porque o órgão está se adaptando ao novo modelo de relacionamento com as diversas secretarias do município. Até 2004, praticamente todos os contratos para serviços de TI das secretarias eram centralizados na secretaria de Finanças. Apenas a secretaria de Educação mantinha um contrato independente na época. No ano seguinte, a secretaria da Saúde também aderiu ao modelo e a meta é que em 2007 todas as 20 secretarias tenham contratos independentes com a Prodam.

“Agora, cada secretaria tem um contrato direto com o órgão, o que garante noção mais clara sobre custos, processos e produtos”, afirma o executivo. Segundo ele, a própria Prodam também amplia o grau de conhecimento sobre seus clientes, já que pode acompanhar melhor as demandas e necessidades de cada um.

Mas se por um lado a fragmentação dos contratos permitiu maior transparência contratual para as partes, por outro fez com que a Prodam sentisse necessidade de conhecer seus clientes ainda mais a fundo. Dessa forma, um dos planos da instituição para o ano é comprar um software de gestão de relacionamento com clientes (CRM) e também um novo programa de gestão empresarial (ERP) para aprimorar o fluxo operacional. A idéia é ir buscar uma solução de mercado para atender tais demandas.

Também está nos planos a conquista de CMMI nível 2 para três áreas da companhia, incluindo a fábrica de software e eventualmente – se houver fôlego, conforme aponta Cunha Júnior – a certificação em ISO 20.000. “Isso contribui com a percepção da companhia interna e externamente”, conclui.

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