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Novo sistema de TI da CEF irrita donos de casas lotéricas

Os proprietários de casas lotéricas têm criticado o novo sistema de tecnologia e gerenciamento desenvolvido pela Caixa Econômica Federal, previsto para começar a operar na próxima segunda-feira (14/08) em todo o País.

A troca do sistema foi iniciada em fevereiro deste ano e, desde então, cerca de 21 mil máquinas já foram instaladas. Com a implantação do modelo lotérico, a empresa estatal passa a ter o controle do negócio no País.

“O resultado que o sistema apresenta não é a realidade que as casas lotéricas operam durante todo um dia de trabalho. Sempre tem uma diferença ou para mais ou para menos”, disse o presidente do Sindicato Empresas Lotéricas do Distrito Federal, Roger Denac. De acordo com ele, outro problema é a lentidão no processamento de dados do sistema da CEF, que provocou uma queda de 40% no movimento nas casas lotéricas da região. “Com o baixo rendimento, muitas lotéricas passaram a demitir funcionários”, revela.

Denac disse que a receita de uma casa de loteria é dividida entre os jogos e a prestação de serviços bancários. No entanto, com a dificuldade em administrar os serviços, as lotéricas enfrentam grande concorrência com bancos, correios e até supermercados.

“As pessoas estão migrando para outra rede. Isso acontece porque o usuário da casa lotérica chega e se depara com uma fila enorme. Então, ele nem entra para apostar e nem para pagar as contas”.

Em nota divulgada na quinta-feira (10/08) a Caixa Econômica Federal informou que  “eventuais perdas causadas no período de troca das máquinas serão ressarcidas pela Caixa”. Além disso, a CEF informa que os eventuais transtornos causados aos lotéricos e à população nesse processo serão revertidos em benefícios maiores a todos.

Segundo o presidente do sindicato, os donos de lotéricas no Rio de Janeiro pretendem iniciar uma paralisação, caso não haja mudanças no novo sistema. Já os empresários de Brasília preferiram aguardar o prazo para que a Caixa Econômica passe a operar exclusivamente no país. Anteriormente, os equipamentos das lotéricas eram administrados pela multinacional Gtech.

Com o envolvimento da Gtech em crimes como improbidade administrativa, corrupção, tráfico de influência, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o procedimento licitatório, a empresa foi levada à CPI dos Bingos. A partir daí, a possibilidade de renovação do contrato da multinacional com a Caixa foi vetada em 14 de maio de 2006.

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