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Disputa no mercado de certificação digital

A UniCert está empenhada em acabar com o reinado da CertiSign, líder do mercado brasileiro de certificados digitais. Sozinha há quatro anos e representante exclusiva da tecnologia da Verisign no país, que detém 95% do market share mundial, a CertiSign não se intimida em dividir a coroa do mercado.

Márcio Liberbaum, presidente da empresa, explica que a concorrência é necessária porque traz respaldo para a evangelização do mercado. “Ninguém ainda conseguiu atuar como nosso concorrente de fato”, critica. De qualquer maneira, para este ano, a CertiSign prepara uma forte defesa e investe cerca de R$ 20 milhões em tecnologia, marketing e outras estratégias contra o orçamento de US$ 2,5 milhões que a UniCert resguardou para disputar o mercado.

Referência em certificação digital, a CertiSign marcou presença, até agora, como colaborador na elaboração de todos os projetos e normas que regulamentam a certificação digital do país. A empresa acabou de fechar um contrato de R$ 4 milhões com Banco do Brasil, que implica na emissão de 800 mil certificados.

Liberbaum antecipa que existem mais dois contratos desse porte em negociação e, se forem fechados, podem triplicar o volume de certificados no país. Até agora, a CertiSign emitiu cerca de 1 bilhão de certificados para cerca de 2 mil clientes, o que resultou no faturamento de US$ 20 milhões.

Contra-ataque

Criada em fevereiro de 2000, através de uma parceria entre o American Bank Note Company, especializado em produção de moeda, e a Telsul – integradora de serviços de telecomunicações de Porto Alegre – a UniCert tem uma política de abordagem afiada: permitir que o cliente seja uma autoridade certificadora, utilizando a tecnologia de chave pública da Baltimore Technologies, responsável pelo desenvolvimento do sistema da empresa.

“Esse serviço de ASP (Application Service Provider) reduz o custo operacional do cliente, além de agregar valor à empresa, que apresentará o seu próprio selo de certificação digital”, aposta Carlos Alberto Goldoni, diretor Técnico da UniCert. Ainda sem contratos, a empresa planeja faturar R$ 5 milhões este ano. Goldoni explica que a reação do mercado é bastante positiva e estima vender cerca de 120 mil certificados ainda este ano.

Com investimentos iniciais de US$ 2,5 milhões, a UniCert desembolsou US$ 1 milhão em um espaço de segurança máxima e capacidade de emitir cerca de 400 mil certificados. Apenas oito técnicos têm permissão de entrada para monitorar os seis servidores que armazenam os certificados digitais. Detalhe: o acesso é permitido somente após confirmação de senha, smart card e leitura de impressão digital. Segundo o executivo, a meta é contar com uma estrutura semelhante no Rio de Janeiro até o final do ano.

|Computerworld – Edição 336 – 21/02/2001|

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