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Grupo europeu testa telefonia GSM em aviões

O grupo europeu Wireless Cabin planeja testar, nos próximos meses, um serviço que permitirá aos passageiros de aviões realizar chamadas telefônicas com celulares de tecnologia GSM.

O teste seguirá uma experiência similar à realizada com aparelhos CDMA realizada pela American Airlines e Qualcomm no mês passado nos Estados Unidos.

O sistema escolhido inclui também tecnologia de terceira geração, fornecida por operadoras GSM. Segundo Josef Kolbinger, diretor de negócios de infra-estrutura de rádio GSM da Siemens, o teste deve acontecer ainda nesse ano e a companhia será uma das fornecedoras da infra-estrutura wireless.

O teste semelhante foi realizado em agosto pela American Airlines e pela Qualcomm, pioneira da tecnologia CDMA, e foi aprovado pela Administração Federal de Aviação dos EUA e pela Comissão Federal de Comunicações (FCC).

O consórcio Wireless Cabin iniciou suas operações em agosto de 2002, como um grupo de colaboração a vários fabricantes e institutos de pesquisas, entre eles o Airbus Deutschland GmbH, o German Aerospace Center (DLR), Inmarsat Ltd., Siemens AG e Telefonaktiebolaget LM Ericsson. Sua intenção é fornecer a passageiros e tripulantes serviços wireless, entre eles telefonia móvel, acesso via banda larga wireless (LAN) e Bluetooth.

Um dos pontos a serem trabalhados pelo projeto Wireless Cabin é a radiação emitida pelo serviço, assim como outras questões de fornecimento de energia, padronização dos equipamentos, tamanho e qualidade do serviço.

O executivo da Siemens, entretanto, não espera que o projeto seja instalado em vôos comerciais antes do final de 2005. “Ainda há muito trabalho a ser feito”, diz.

Os dois grupos – da tecnologia CDMA e o da GSM – porém, ainda precisam ter sinal verde das agências para prosseguir no projeto. Segundo Emma McClune, analista da Current Analysis, caso seja aprovado, o projeto deverá impulsionar ainda mais o mercado de telefonia móvel.

“Definitivamente há uma oportunidade de negócio. As linhas aéreas têm bastante passageiros e muitos deles querem usar o tempo de vôo para fazer ligações telefônicas e checar e-mails”, diz.

John Blau – IDG News Service, Alemanha

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