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Especial Telexpo: Como será o amanhã?

Decifrar a sigla SMP é simples: Serviço Móvel Pessoal. Mas analisar as implicações da chegada dessas letrinhas na comunicação móvel brasileira é um autêntico enigma. Enquanto o ano 2002 não chega, uma das incógnitas que se estabelece refere-se a quais tecnologias estarão por trás dos celulares quando as previsões de mercado se comprovarem: estima-se que em 2004 o número de acessos à Internet por celular ultrapasse o de computadores.

Operadoras que já atuam com o protocolo Wap (Wireless Application Protocol) – que permite a navegação por meio de celulares, utilizando a atual infra-estrutura CDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Código) e TDMA (Acesso Múltiplo por Divisão de Tempo) – explicam que são capazes de oferecer alta velocidade e aplicações diferenciadas com a evolução da tecnologia. Ou seja, vão concorrer em pé de igualdade com o GSM (Global System for Mobile Communications) – tecnologia escolhida para o SMP.

Mas até agora o Wap só provou o contrário: com tela pequena e teclados desconfortáveis, o terminal “burro” oferece a baixa velocidade de acesso de 9,6 Kbps, sem imagem nem aplicações comprovadamente úteis. O GSM, que já está em fase de migração para o GPRS (Global Packet Radio Systems), na Europa, chega no país com o glamour do 3G (terceira geração). Isso representa vantagens bastante competitivas como alta velocidade, aplicações diferenciadas e preço competitivo.

O destino do TDMA promete ser o mais amargo. Depois da demora da produção dos aparelhos para entrar na era Wap, as telcos que abraçaram a tecnologia serão obrigadas a esperar o seu avanço. O 3G do TDMA já tem nome e endereço certos: o Edge. A tecnologia, dizem especialistas, pode ser implementada em cima das redes já existentes e está sendo desenvolvida pela UWCC – Universal Wireless Communication Consortium. Outra alternativa é migrar para o padrão GSM, por meio dos leilões das bandas E e C. Isso significa que, fora o grupo Telefônica/Portugal Telecom – representado pela Tele Leste Celular, Tele Sudeste Celular, Telesp Celular, Global Telecom e CRT Celular – o restante do mercado terá que enfrentar esse dilema.

Trazendo na bagagem mais 600 mil usuários Wap, a Telesp Celular vai desembolsar mais R$ 250 milhões para trazer os celulares 2,5G ao Brasil que, segundo Abílio Ançã Henriques, presidente da operadora, permite conexão à Internet a uma velocidade dez vezes maior, atingindo 144 Kbps. Com isso, CDMA passa a se chamar CDMA1X, e permite a transmissão de imagens em baixa resolução.

|Computerworld – Edição 337 – 14/03/2001|

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