O Vice-presidente de Marketing e Serviços da Embratel, Eduardo Levy, revelou que a carrier entrou com um processo no CADE(Conselho Administrativo de Defesa Econômica) contra o resultado da licitação da rede de dados da Dataprev, órgão do Ministério da Previdência. Nela, o consórcio Telemar, Telefônica e Brasil Telecom foi vitorioso.
De acordo com Levy, o consórcio foi vitorioso porque cobrou um preço menor do que o fixado para a Embratel. "Assim não é possível disputar nenhuma licitação. É preciso o direito de isonomia. Se a Star One vende um transponder para nós na Embratel, ela tem que praticar o mesmo preço para as demais operadoras. Então, essa é uma regra para todos", diz o executivo.
Ainda segundo o executivo, a Embratel — que já sofreu duas derrotas judiciais que mantiveram o resultado da licitação — a Anatel, nesta semana, decidiu mudar o seu discurso. Segundo Levy, uma carta do órgão regulador foi encaminhada às teles locais. Nela, é cobrada a questão da isonomia dos preços.
"Vamos contestar até o final o resultado dessa licitação. Na verdade, o que queremos é a isonomia dos preços. Não pode é cobrar um preço para mim, e outro, menor para o cliente. As regras têm que ser muito claras", complementa Levy. A ação no CADE foi impetrada no final de maio.
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