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BCP e Selig lançam compra pelo celular

A operadora de telefonia móvel BCP anunciou,nesta quinta-feira, 21, uma parceria com o Selig, braço de internet móvel do iG (Internet Group), para vender refrigerantes em máquinas usando o celular.

Inicialmente, o projeto está restrito à venda de refrigerantes, à Grande São Paulo e só pode ser pago via cartão de crédito. O acordo também envolve a Coca-Cola Panamco, responsável pelas máquinas de vendas.

O usuário da BCP pode se cadastrar em um site, escolher quantos créditos quer (10 reais, 20 reais ou 30 reais), cobrados no cartão de crédito, e usar as máquinas – já são 14, mas devem chegar a 100 nos próximos 90 dias, segundo Fabian de La Rúa, CEO do Selig. Os créditos no celular valem por seis meses.

Silvia Cezar, vice-presidente de marketing da BCP, estima que 30% dos clientes da empresa tenham cartão de crédito na região metropolitana de São Paulo.

Ela explica que, devido a questões tarifárias, a cobrança direta dos refrigerantes comprados ainda não é feita via débito automático dos bancos ou diretamente na conta telefônica, mas a operadora estuda a aplicação desses meios de pagamento.

Para comprar, basta ligar para um telefone que está no ponto de venda (cada um deles tem um número diferente), esperar uma mensagem automática e escolher a bebida. O nome do cliente aparece em um visor na máquina quando a transação for aceita.

A ligação telefônica custa dez centavos e vale tanto para aparelhos pré e pós-pagos e a receita da venda de refrigerantes vai para a Panamco.

O Selig recebeu uma remuneração pré-definida para desenvolver todo o projeto para a BCP. Valores de investimentos não foram divulgados.

A máquina de refrigerantes tem uma placa de rede (instalada pelo Selig) e está ligada, via internet, a um servidor no iG que checa os créditos e devolve a informação para o equipamento, que libera o refrigerante.

A BCP tem exclusividade da tecnologia desenvolvida pelo Selig por seis meses. Depois, o Selig poderá negociar a venda para outras empresas fora da área de concessão da BCP. A operadora também pretende expandir o serviço para a região Nordeste.

Por enquanto, tanto os executivos da BCP como do Selig dizem que o projeto de vendas pelo celular está em "fase embrionária" e que não esperam um retorno do investimento feito.

"Queremos educar o consumidor a usar o celular em outras aplicações, como compras", diz a vice-presidente de marketing da BCP.

As companhias negociam a implantação do mesmo sistema para venda de ingressos de cinemas, teatros e shows. Caso o usuário tenha problemas ao comprar uma Coca-Cola pelo telefone celular, a Panamco criou um telefone 0800 para tirar dúvidas do usuário, mas ele poderá continuar usando as velhas moedas e cédulas para matar sua sede.

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