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Alcatel vende e-Business Distribution Division para a Spread

Nesta segunda-feira, dia 10, a fornecedora de equipamentos para telecomunicações Alcatel e a empresa de serviços Spread anunciaram a venda da divisão e-Business Distribution Division (EDD) da Alcatel, para a Spread, na América Latina.

Sem divulgar as cifras da negociação, Alain Plenier, vice-presidente da e-Business Distribution Division (EDD) para a América Latina, afirma que o anúncio desta segunda-feira com a Spread, não supera os US$ 7 milhões. “O valor dessa área representa a soma dos seus ativos mais o valor de um ano de fatura dos contratos.”

Segundo o executivo, essa é uma iniciativa mundial que a Alcatel resolveu adotar, uma vez que pretende estar mais focada em sua atividade fim. Doze empresas foram avaliadas, sendo que quatro delas chegaram as negociações financeiras. Todo o processo durou oito meses.

Para Plenier, a oferta da Spread não foi a menor em termos de valores. “Fechamos com eles porque é uma empresa dedicada a serviços para o setor corporativo e apresenta grande cobertura nacional. Além disso, muitos de seus profissionais já atenderam aos nossos clientes”, observa.

O acordo envolveu a transferência de 60 revendas da Alcatel, adicionadas aos 30 parceiros da Spread, e 40 pessoas que trabalhavam na área de EDD. Segundo Nadyr Buda, diretor presidente da Spread, quem está à frente do projeto é Fernando Brito Barros — que permaneceu na Alcatel cerca de quatro anos — como diretor-geral da Spread.

Hoje, a Spread está presente nas principais capitais do Brasil com aproximadamente 30 parceiros e agora mais 60, da antiga divisão de EDD da fornecedora de infra-estrutura para tecnologia da informação.

De um lado, a Alcatel que prevê US$ 35 milhões em vendas para o setor corporativo através do novo negócio. Para a Spread, a expectativa é fechar o ano 2001 com R$ 100 milhões, um crescimento de 40% na prestação de serviços de produtos da companhia de infra-estrutura de tecnologia.

Plenier conta que, no primeiro semestre de 2001, o faturamento da área correspondeu a aproximadamente R$ 15 milhões, mas o executivo explica que esse desempenho foi porque já havia uma decisão mundial em delegar essa atividade para prestadores de serviços. “No ano anterior foram R$ 40 milhões.”

A decisão já foi adotada em alguns países da América Latina (Equador, Brasil, Venezuela, El Salvador, Guatemala e Peru) e até o final do ano no Chile, Argentina, Colômbia e México, bem como no resto do mundo.

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