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Mercado Eletrônico funde-se com unidade de e-com do Citibank

O e-marketplace Mercado Eletrônico (ME) e a unidade de comércio eletrônico do Citibank Brasil fundiram suas operações em um movimento para ganhar escala, aumentar e carteira de clientes e expandir o leque de serviços. Para fechar o negócio, foi feita uma avaliação das duas companhias e determinou-se que a operação nacional de e-commerce do banco tinha valor correspondente a cerca de 30% do ME. Assim, o Citibank adquiriu esta porcentagem de participação na empresa resultante da fusão.

O restante ficou dividido entre os três sócios que até agora controlavam 100% do Mercado Eletrônico: Redan, Opportunity e GP. A fusão em si não envolveu aporte de capital, mas no bojo das negociações todos os acionistas concordaram em investir conjuntamente mais R$ 10 milhões no negócio.

O presidente do ME, Eduardo Nader, afirma que os recursos serão usados em duas frentes. Metade irá para investimentos em tecnologia e infra-estrutura de operações e a outra metade será alocada em planos de expansão, o que inclui maior cobertura no mercado nacional, ampliação da equipe comercial e a ida do ME para outros países da América Latina.

“Ainda no primeiro semestre deste ano pretendemos ter presença fixa em mais dois países da região”, conta Nader, que prefere não adiantar os locais escolhidos. Os destinos mais prováveis, no entanto, são México e Argentina, mercados que o ME já atende a distância.

Fundado em 1994, o ME começou a operar no azul em meados do ano passado. “Isso comprovou que o modelo de negócios era bom”, diz Nader. Ao longo de todo o ano passado, a empresa teve faturamento de R$ 6 milhões e apresentou equilíbrio operacional.

Cerca de 60% das receitas vêm de serviços fixos cobrados dos clientes para a manutenção da plataforma, enquanto 25% advêm de leilões reversos e 15% de projetos especiais de tecnologia, como customização e integração do e-marketplace ao ERP do cliente.

O volume de receitas negociadas dentro do sistema do ME foi de R$ 3 bilhões em 2002 e, com a fusão, passa imediatamente a R$ 4,5 bilhões. A meta é chegar a R$ 5,5 bilhões até o final do ano.

O executivo afirma que a nova empresa atende a cem das 500 maiores corporações do Brasil e que apenas um desses clientes era atendido simultaneamente pelo Citibank e pelo ME antes da fusão. “A complementaridade da carteira de clientes é muito grande”, diz Nader.

Além disso, a oferta de serviços não é coincidente. O ME é mais voltado para cotações e leilões e o Citibank tem foco na estruturação de conteúdo de catálogos.

A nova empresa utilizará a plataforma CommerceOne e vai nacionalizar o data center, que ficará com a Divel – antes o citibank utilizava um data center na Califórnia.

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