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Telemar inicia DDI usando licença da Oi

A partir da zero hora deste sábado, 22, a Telemar irá iniciar a oferta do serviço de longa distância internacional.

A oferta será válida apenas para a sua área de concessão, já que a operadora está usando a licença obtida pela Oi, na telefonia móvel celular.

"Estamos aguardando para os próximos dias a liberação das nossas licenças(Telemar) do DDD e DDI pelo órgão regulador. Mas, agora, decidimos usar a licença da Oi, que é o nosso operador do serviço", informa Jorge Braga, diretor dos serviços de longa distância da concessionária.

Braga assegura que a Telemar não irá entrar como coadjuvante na "guerra de preços" que está sendo travada entre Intelig e Telefônica.

"A indústria de telecomunicações não suporta mais esse tipo de estratégia. Nossos preços serão competitivos, em torno de R$ 0,60/minuto. Vamos apostar na fidelidade do nosso cliente. Temos 70% do mercado intra-regional e é uma marca respeitável", observa Braga.

Com relação à disputa nas demais regiões, a da Telefônica(São Paulo) e da Brasil Telecom(Centro-Sul), o executivo foi taxativo. "Vamos brigar, mas nesse primeiro momento, a nossa intenção é garantir a fidelização dos clientes da área onde já atuamos. Ele é o nosso alvo", esclarece.

Nas regiões fora da sua área, a Telemar irá focar o serviço DDI, e depois o DDD, quando obtiver a licença da Anatel, no mercado corporativo. "A intenção é criar pacotes de serviços que reúnam voz e dados de acordo com a necessidade de cada empresa", antecipa o executivo da operadora.

Segundo Braga, a Telemar fechou uma série de acordos internacionais com provedores de serviços internacionais para a oferta do produto DDI.

A Telemar obteve nesta segunda-feira, 18, a certificação da sua antecipação de metas. Exatamente por isso, a operadora está autorizada a utilizar a licença internacional da Oi, que também iniciará suas atividades, na próxima semana.

No entanto, as licenças do DDD e DDI não foram concedidas, já que o órgão regulador está estabelecendo condições – entre elas, a questão do unbundling(compartilhamento dos meios) com as demais operadoras – para que haja a autorização definitiva. Há também o impasse judicial entre Embratel e Anatel, em função da Telefônica.

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