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IBM Brasil reforça inovação aberta com novo programa de startups

A IBM Brasil anunciou nessa terça-feira (3/12) novos esforços para aproximar as startups – e suas soluções – do universo corporativo e das indústrias em um modelo de inovação aberta. Batizado de IBM Open Ventures, o programa tem como missão identificar startups no estágio scale-up, que são as jovens empresas de tecnologia que possuem um modelo de negócios potencialmente escalável, para depois integrá-las ao “ecossistema” IBM e de seus parceiros.

“É um modelo multidirecional. Ele conecta as startups, nosso parceiros, nossos centros de inovação, o time da IBM e no centro disso tudo um problema do cliente. Um mercado com uma demanda”, explicou Tony Martins, presidente da IBM Brasil, durante conversa com jornalistas em São Paulo.

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A iniciativa já nasce com 12 startups. Para chegar a até elas, a IBM, trabalhou próximo de aceleradoras e de clientes. Três das scale-ups que integram o primeiro ciclo do programa foram apresentadas pela IBM. São elas:

Growth Tech: com foco no mercado imobiliário, a startup busca resolver problemas relacionados à burocracia do setor. Para isso, adotou a tecnologia IBM Blockchain.

Tangerino: startup oferece controle de ponto digital, que permite o controle da jornada de trabalho em tempo real dos colaboradores por meio de um app instalado em tablets ou celulares.

TNS: voltado para a indústria de alimentos e proteínas em geral, a startup oferece uma solução de controle e rápida identificação da Salmonella e escalonável para outros microorganismos

Inovação multidirecional

Um board executivo dedicado ao programa também tem a missão de fazer a curadoria das startups. Marcos Peigo, vice-presidente de Value Creation para a IBM América Latina, entretanto, é enfático ao dizer que a iniciativa não busca o esteriótipo de uma startup “com uma boa ideia”. Aqui, maturidade no modelo de negócio e dos fundadores têm peso.

“O que buscamos são profissionais do mercado”, destaca. “Não é um programa de incubação de startups, é um programa de conexão de scale-ups com o mercado corporativo, alavancadas pela força da IBM”, resume. “Dessas 12 startups, quatro delas nós conhecemos através dos nossos clientes com quem eles vinham conversando. Eles apontaram o conhecimento de negócio, mas não viam nessas empresas ainda a robustez que precisavam como grandes empresas para apoiar uma base de soluções de negócios”, complementa.

O que as startups levam?

O IBM Open Ventures dará acesso ao portfólio de microsserviços da IBM, incluindo as 190 APIs da IBM Cloud, assim como os serviços de inteligência artificial IBM Watson, IBM Blockchain e IoT disponíveis na nuvem da companhia. Além disso, elas se beneficiarão dos serviços da Red Hat, cuja aquisição custou US$ 34 bilhões à IBM. O ecossistema da Open Ventures ainda se completa com o centro de pesquisa em inteligência artificial recentemente anunciado em parceria com a FAPESP.

“Esse ecossistema fortalecerá as scale-ups com capital intelectual, tecnologias de última geração e ainda oferecerá espaço para soluções de prototipagem para os clientes”, sintetiza a IBM.

Um dos benefícios também diz respeito ao acesso a outras companhias e potenciais clientes, destaca Peigo. “A gente tem levado a solução das scale-ups para o board de companhias. Isso dá uns três anos de atalho para o acesso corporativo, porque ela teria de percorrer toda uma jornada de consolidação para acessar determinados segmentos das corporações que já fazem parte da nosso dia a dia”, explica.

Com a empreitada, a IBM também garante para si o acesso a jovens empresas de tecnologia que têm o potencial de revolucionar indústrias. “O sonho de consumo aqui é que, talvez, muitas das soluções que a gente vai discutir dentro do modelo de open venture se transformem em solução IBM ou que as soluções que aquela startup vai levar para o mercado levem também tecnologias IBM. Não temos um modelo fechado, até porque quem tem modelo fechado morre na semana seguinte”, conclui Peigo.

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